sábado, 3 de abril de 2021

16# Filme da Semana - Ben-Hur (1959)

Em Abril, filmes mil. Parece um provérbio adaptado à pressão, e talvez seja. Mas com a cerimónia dos Oscars a ocorrer este ano no dia 25 de Abril, é natural que seja um mês em que o cinema esteja mais nas esferas mediáticas. 

Assim, este cantinho blogosférico vai dedicar o mês a algumas obras que alcançaram o Oscar da Academia para melhor filme. Um filme por fim de semana é o objectivo, espero que gostem das propostas. 

Ben-Hur (1959)

Estamos em época pascal e embora as tradições já não sejam o que eram, muito menos em tempos de Covid, parece-me oportuno recordar um filme, que durante anos seguidos passou no fim de semana de Páscoa na televisão. Na verdade havia dois, Os Dez Mandamentos (1956) e Ben-Hur, mas como só Ben-Hur arrecadou o Oscar para melhor filme, é deste que iremos falar.

Ben-Hur é uma obra de cariz religioso, nomeado para 12 Oscars, realizado por William Wyler - realizador de Roman Holiday - e protagonizado Charlton Heston no papel de Judah Ben-Hur - papel que lhe valeu o Oscar para melhor actor. Curiosamente, Heston foi também o actor que encarnou Moisés em Os Dez Mandamentos.


A narrativa desenvolve-se, naturalmente, em torno da personagem Ben-Hur, um mercador judeu rico que procura vingança após ter sido condenado a trabalho de escravo. Basicamente é a história de um homem que tudo tem e que tudo perde, e depois de tudo perder, percebe que o bem mais precioso da humanidade é a liberdade. Apesar de não ser sobre a vida de Jesus, a acção decorre em paralelo com alguns episódios da Bíblia, havendo alguns pontos de contacto entre as histórias, até em temáticas como a redenção e o perdão.

Tecnicamente é um filme muito avançado para época, destaco a excelente fotografia e algumas cenas incríveis, nomeadamente a das corridas de carruagens, algo que exigiu elevados recursos técnicos. Actualmente, estas cenas impressionam porque tudo é mais simples graças ao CGI (efeitos especiais), no entanto, perde-se, na minha opinião, a sensação de autenticidade. 


É um filme épico que, tendo em conta a sua duração de 3h32min, dá para começar a ver na quinta-feira da Paixão e acabar no domingo de Páscoa. Provavelmente dará na RTP (ou talvez não) por isso aproveitem para ver, se tiverem bastante tempo livre... pois realmente é necessário. (Esta duração de filme, actualmente só se vê em seitas, tais como nos Avengers do sétimo dia.)

Fun Fact: É único filme de Hollywood aprovado e incluído pelo Vaticano na categoria religião.  




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