terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #24 - It's a Wonderful Life (1946)

 It's a Wonderful Life (1946)

A humanidade está a atravessar um momento crítico. Guerras, fome, aquecimento global, fazem com que o sentimento geral seja de estarmos no caminho para o abismo. Estamos numa era em que está a aumentar a falta de empatia, solidariedade e altruismo. O sentimento é que o outro nunca foi tão distante.

Assim, pela mensagem de esperança na humanidade e em contraponto com ambiente que vivemos, venho sugerir para a véspera de Natal, o clássico It's Wonderful Life de Frank Capra.


Este filme retrata a vida de George Bailey (James Stewart), um homem generoso que ao longo de toda a sua vida não parou de ajudar os outros, família, amigos ou simplesmente conhecidos, mesmo que isso implicasse sacrifício pessoal. Por exemplo, enquanto criança salvou o seu irmão quando este caiu num lago gelado, tendo ficado surdo de um ouvido. Já adulto, assumiu a empresa do pai após a sua morte, algo que o impediu ir para a faculdade. Essa empresa era importante para a comunidade, pois facilitava crédito e ajudava as pessoas a adquirir a sua própria casa, algo impossível doutra forma. Ou seja, estamos a falar de um indivíduo que fez muito pelo seu povo, sem esperar nada em troca, mesmo nos momentos mais difíceis, nomeadamente durante a grande depressão ou durante a 2ª grande guerra. 

No entanto, chegou a uma altura da vida em que sentiu perdido, pondo a razão da sua existência em causa. A frustração afetava-o. Vendo a empresa em dificuldades financeiras e incapaz de arranjar outra solução possível para garantir a solvabilidade e cumprir compromissos. Assim, equaciona cometer suicídio para salvar a empresa, graças ao resgate do seu seguro de vida. É na altura em que está prestes a atirar-se da ponte que resolver rezar, será que irá aparecer algum anjo da guarda em seu auxílio?  

É um filme absolutamente mágico sobre a solidariedade entre os homens (algo tão natalício), de como cada um de nós pode fazer a diferença e no fundo, sobre a forma como devemos encarar a nossa passagem pela terra: claro que acontece muita porcaria, mas no geral, a vida é maravilhosa. 

It’s a Wonderful Life é o clássico dos clássicos de Natal, daqueles filmes que verdadeiramente aconchegam os corações nos dias mais frios de Dezembro, que sabe bem ver enquanto temos as pernas a ser bafejadas pelo quente da lareira. Apesar de ser de 1946, ainda se vê muito bem, graças ao bom ritmo do guião, salpicado por vários momentos de humor.

Onde ver: Amazon Prime

Fun Fact: Em 2006, foi considerado o filme mais inspirador de todos os tempos pelo American Film Institute

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #23 - Aladdin (1992)

Aladdin (1992)

Para esquentar um bocadinho a quadra, nada melhor do que uma história das arábias. Aladdin foi um filme da Disney lançado em 1992, tendo obtido um enorme sucesso. Basta notar que o Budget foi $29m e que só o Box Office foi $504m. Devo confessar que foi um dos filmes da minha infância. Lembro-me de ter visto a VHS dezenas de vezes e de ter um livro interativo que dava para ler ou ouvir através de uma cassete áudio que se vendia em conjunto. Mais velho e quando estava de visita à Nova Iorque, não resisti a ver o espetáculo de Aladdin na Brodway. Em 2019, foi lançado um filme em live action de Guy Ritchie e achei-o simplesmente desnecessário, mas se quiserem assistir vai dar na Sic neste Natal (talvez a canalha aprecie). 

A narrativa dispensa grandes apresentações, mas aqui fica uma sinopse: Aladdin, um pobre “bom ladrão”, é desafiado por Jafar, o maligno conselheiro do Sultão, a  recuperar uma velha lâmpada de uma caverna mágica, onde é único que pode entrar. O trato é Jafar ficar com a lâmpada e Aladdin com os tesouros da caverna. No entanto, devido ao seu macaco de estimação ter tocado no tesouro proibido, Aladdin fica preso na caverna, apenas com a lâmpada, o seu macaco e um tapete voador. Acidentalmente, Aladdin esfrega a lâmpada e algo extraordinário acontece: aparece de rompante um génio que lhe pode conceder três desejos… (Quem nunca se perguntou o que faria com 3 desejos…)


Apesar da história ser sobre Aladdin, a grande personagem é o Génio da Lâmpada. Posso dizer, até porque a versão que sempre vi foi a brasileira, o Génio é o cara! Tem um humor desconcertante e ao rever o filme, reparo que só agora tenho capacidade para perceber algumas das piadas. Na versão original, o Génio só podia ter sido interpretado por uma pessoa, Robin Williams (paz à sua alma). 

Por fim, gostaria de destacar as músicas de autoria de Alan Menken (ex: Você Nunca eve um amigo assim). Sempre que vejo o filme ou ouço alguma das músicas, fico com elas na cabeça durante horas.


Onde ver: Disney +

Fun Fact: Foi o último filme de animação da Disney a ser lançado sem dobragem em português de Portugal. O Rei Leão lançado em 1994 foi o primeiro a ser dobrado por atores portugueses. Mais recentemente foram dobrados em português de Portugal alguns dos filmes antigos da Disney, como Aladdin. Mas soa muito, muito estranho. Simplesmente não consigo ver. Para mim o Génio da Lâmpada será sempre carioca e da versão brasileira Herbert Richers (nem sei se era o caso). E já agora, também nunca será o Will Smith…

domingo, 22 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #22 - Anatomia de Uma Queda (2023)

 Anatomia de uma Queda (2023)

O filme que tinha pensado para hoje era o Gladiador II, contudo é tão mau que tive de optar por um filme mais digno. Caso para perguntar, onde anda o talentoso Mr. Ridley. Gladiador II merecia ir diretamente para uma neflix desta vida, pois é mais descartável do que uma pastilha Gorila. E por falar em Gorila, nem é bom voltar a pensar naqueles macacos arraçados de Rotweiller em esteroides…mau…muito mau. A alternativa que encontrei foi um filme que vi no início do ano, pela altura dos prémios: Anatomia de uma Queda de Justine Triet.  

A trama de Anatomia de uma Queda centra-se numa família que vive nos Alpes, constituída por Samuel e Sandra (Sandra Huller), o filho cego Daniel e o cão Snoop. Num determinado dia, Samuel aparece morto, caído na neve junto à casa, em circunstâncias muito suspeitas. Terá sido acidente ou terá sido Sandra a empurrar Samuel pela varanda? A relação não vivia momentos felizes e Samuel estava com depressão por causa da situação familiar e pela falta de sucesso no trabalho. Sandra por ter sempre adoptado uma atitude fria e por ter um comportamento errático, torna-se a principal suspeita. O julgamento terá um elemento-chave, Daniel, sendo o seu testemunho essencial para o desfecho final. Daniel enfrenta um impacto emocional tremendo, entre a morte do pai e a acusação da mãe, como irá lidar com a situação? Enquanto espetadores somos convidados a formular o nosso próprio juízo, acidente ou crime? Os argumentos dão para os dois lados e a cada cena podemos ser levados a mudar de opinião.

Foi nomeado para vários prémios, ganhou a Palma de Ouro e de forma merecida, ganhou o Oscar de Melhor argumento.

Onde Ver: De momento não disponível em nenhuma plataforma em Portugal.

Fun Fact 1: Milos Machado Grener, que desempenha o papel do pequeno Daniel, é descendente de portugueses.

Fun Fact 2: Snoop da raça Boarder Collie ganhou um Palm Dog pelo seu papel.

Fun Fact 3: Durante a morte de Samuel é possível ouvir, a alto e bom som, a música PIMP de 50 cent.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #21 - A Barreira Invisível (1998)

A Barreira Invisível (1998)

Há muito tempo que tinha este filme na watchlist, no entanto, pensava que seria um convencional filme da Segunda Guerra Mundial. No entanto, A Barreira Invisível de Terrence Malick é mais um ensaio filosófico do que um filme de ação, explosões e de enaltecimento do ego americano.


A história do filme baseia-se na adaptação do romance autobiográfico de James Jones, cuja ação decorre na batalha Guadalcanal (Ilhas Salomão), que opôs americanos a japoneses. No centro da ação encontram-se os soldados da companhia Charlie, que entre os sangrentos combates e através de monólogos, vão dissertando sobre as suas vidas e experiências individuais. A futilidade da guerra, o significado da vida e os dilemas ético/morais são os principais temas abordados, sendo que cada personagem tende a representar cada um destas temáticas. Por exemplo, o soldado Witt (Jim Caviezel) sendo um pacifista, questiona frequentemente a razão de existir a guerra. Citando-o: “War don't ennoble men. It turns them into dogs... poisons the soul.” Já por seu turno, o Coronel Tall (Nick Nolte) é o oposto, procura a glória sem se importar quantas vidas terá de sacrificar: “How many men is it worth? How many lives? One? Two? Twenty? Lives will be lost in your company, Captain. If you don't have the stomach for it, now is the time to let me know.”


É um filme longo e talvez não seja para aqueles que procuram um filme de ação. Para quem aprecia filmes com diversas camadas, com o condão de pôr o espetador a pensar, então esta pode ser uma boa alterantiva. Quanto ao elenco, pode-se dizer que é uma autêntica chuva de estrelas: Sean Penn, Adrien Broady, Jim Caviezel, George Clooney, John Cusack, Nick Nolte, John Travolta, Jared Letto, John C. Reily, entre outros.

Termino com a menção à extraordinária banda sonora de hans Zimmer, capaz de exponenciar cada sentimento. Cada dor, cada glória.

Onde Ver: Disney +

Fun Fact: Scorsese colocou este filme no segundo lugar no seu ranking de filmes dos anos 90.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #20 - Vertigo (1958)

Vertigo (1958)

Alerta Clássico, Alerta Clássico! Entra de rompante neste calendário, o Mestre do Suspense, Sir Alfred Hitchcock. O filme escolhido é Vertigo (1958), o primeiro de uma sequência fantástica do realizador. Pois a seguir a Vertigo vejam só, realizou North By Northwest (1959), Psycho (1960) e The Birds (1963).


Em Vertigo, o cunho de Hitchcock está presente desde o início. É lançado o mistério de uma mulher que tem, supostamente, acessos de possessão, Madeleine (Kim Novak). O seu marido, Gavin Helster (Tom Helmore), contrata um detetive privado, John “Scottie” Fergunson (James Stewart), para seguir os passos da mulher e tentar perceber o que ela faz durante os seus longos passeios diários. O que é realmente estranho é que Madeleine não se lembra de nada do que faz, mas todos os passos que dá, parecem indicar que terá o mesmo destino de uma ancestral sua, o suicídio. Por seu turno, Scottie fica obcecado pela beleza de Madeleine. Ambos se aproximam cada vez mais, numa linha ténue entre o profundamente romântico e o doentio….


Toda a mestria na direção de Hitchcock está presente neste filme. Desde os jogos de cor, aos elementos decorativos, passando pela banda sonora, tudo se conjuga para conseguir fazer o espetador deambular entre momentos belos, momentos hipnóticos e momentos de puro suspense, daqueles de fazer suar abundantemente o bigode.

Onde ver: Skyshowtime

Fun Fact: O título de Vertigo em Portugal contem um enorme spoiler…

P.S.: Algo que acho interessante quando vejo um filme tão antigo, além de poder ver como era uma cidade como San Francisco nos anos 50, é a sensação com que fico de que antigamente tudo tinha um aspeto mais robusto. A mobília parecia mais maciça, os carros mais rígidos, a roupa menos passageira... Fico com a clara sensação que nos dias que correm tudo é mais descartável.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #19 - Casino (1995)

Casino (1995)

Os dados rodam, a roleta roda, as slot machines rodam e roda muito dinheiro nos casinos, sendo coisa certa que a casa ganha sempre. Os jogos de sorte ou azar levam muitas vezes que se assista nos casinos a montanhas-russas de emoções. E quando o dinheiro envolvido é muito, este atrai muitos batoteiros, chicos-espertos e gananciosos da pior espécie. 

O ambiente descrito anteriormente é propício a que a Máfia entre no jogo. Em Casino de Martin Scorsese é precisamente isso que acontece, um grupo de crime organizado entra em cena, sendo que os dois principais protagonistas são dois amigos: Sam Rothstein (Robert De Niro) como o grande executivo do Casino Tangiers, gere as operações do casino com mão-de-ferro e dá muito dinheiro a ganhar à organização mafiosa. E Nicky Santoro (Joe Pesci) um capanga violento, que trata dos assuntos mais “complicados”.

Ambos tem muito sucesso numa fase inicial, tomando o controlo de Vegas, mas aos poucos vão-se desleixando. Sam começa a perder o controlo do Casino, tomando algumas decisões politicamente erradas. Enquanto o irascível Nick, devido ao excesso de consumo de álcool e drogas seu e do seu bando, torna-se cada vez mais violento e fica sob controlo apertado do FBI.

Para complicar, há mulher fatal ao barulho: Ginger McKenna (Sharon Stone). Ginger é uma prostituta de luxo cuja vocação é levar jogadores a perder dinheiro mais facilmente. Um dia cruza-se e apaixona-se por Sam. Acabam por casar e ter uma fillha. Tudo muito lindo, mas o problema é que Ginger nunca deixou verdadeiramente o seu xulo, Lester (James Wood). Tal facto faz com que Ginger e Sam discutam muito, levando Ginger a pedir ajuda a Nicky. Atalhando caminho, Ginger, Sam, Lester e Nicky vão formar um quadrado amoroso que ainda vai adensar ainda mais a trama que, sem surpresas, irá desaguar em tragédia.

Continua a ser um filme extraordinário de Scorsese, abrilhantado pelas performances de Sharon Stone, Rober De Niro e Joe Pesci.

Se fosse possível resumir este filme numa palavra, esta seria Ganância, pois é ela que leva as personagens da ascensão à queda.

Fun Fact: A maior parte das conversas entre Robert De Niro e Joe Pesci foram improvisadas. Martin Scorsese apenas indicava quando começar e quando acabar, o resto era com eles.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #18 - O Feitiço do Tempo (1993)

O Feitiço do Tempo (1993)

Bem...hoje recorro ao clássico dos clássicos de comédias de Domingo à tarde, o Feitiço do Tempo de Harold Ramis, com Bill Murray e  Andie McDowell nos principais papéis. 


Muitos de vocês já devem ter visto o filme, mas ainda assim deixo um pequeno cheirinho da história: A ação decorre na parvónia das parvónias, Punxsutawney onde anualmente ocorre o dia da marmota. Para cobrir precisamente o dia da marmota foi destacado o meteorologista Phil Connors (Bill Murray), a produtora Rita Hanson (Andie McDowell) e o Cameraman Larry (Chris Elliot). Durante a sua estadia, Phil despreza o evento, a cidade e a população, pondo em evidência toda a sua arrogância e narcisismo. Não tem pejo algum em afirmar que aquela reportagem menor será a última naquela cadeia de TV. O dia da marmota chega (2 de Fevereiro), Phil faz a reportagem e quando ele e equipa estão para abandonar a cidade um nevão obriga-os a voltar para trás. Pernoitam num hotel, e quando Phil acorda nota que a música do despertador é a mesma do dia anterior e que todos os acontecimentos subsequentes parecem repetidos. Quando torna a acordar no dia a seguir, acontece o mesmo. Está preso num loop temporal.... Obviamente que aquela estadia forçada vai dar a Phil um banho de humidade e quem sabe um romance...

Tenho ideia que é daqueles títulos que entre canal Hollywood, cinema Mundo e AXN White deve passar umas 150 vezes ao ano na tv. Mas se por alguma conjugação improvável tenha deixado escapar este filme, não vai dar o seu tempo por desperdiçado, pois ainda tem muita graça este filme da Marmota.

Fun Fact: Bill Murray foi mordido pela marmota duas vezes durante as filmagens. O ator teve de tomar injecções anti-rábicas, porque as mordidelas foram realmente sérias.

(*) - Toda a gente sabe que o Feitiço do Tempo é a tradução literal de Groundhog Day....

(**) – Puxa, até os Punxsutawneyenses se devem ver à rasca para dizer o nome da própria cidade.


terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #17 - Ratatouille (2007)

Ratatouille (2007)

O Natal é o tempo das crianças. E o que quer a garotada? Desenhos animados, obviamente. Neste espírito hoje venho sugerir um filme da Pixar que foi um enorme sucesso em 2007, mas que me parece que anda um pouco esquecido. O seu título é Ratatouille.

Apesar de ser um animal repugnante, o rato normalmente goza de um benefício tremendo por parte dos desenhadores/criadores de animação. Embora na vida real sejam aspersores de doenças, nos filmes são sempre os bons da fita. Os exemplos são inúmeros, começando logo pela mascote da Disney, o Rato Mickey. Mas também temos o Jerry (Tom & Jerry), o Mestre Splinter (aí é meio que uma ratazana), o Fievel (de um Conto Americano), o Stuart (Stuart Little), o Speedy Gonzalez (Looney Tunes) e claro, Remy, o rato cozinheiro de Ratattouille.

Remy é um rato amante da cozinha que ambiciona tornar-se Chef e tem como grande referência, Auguste Gusteau, um famoso cozinheiro de Paris. É precisamente no restaurante de Gusteau que Remy conhece Alfredo Linguini, um simples e desajeitado ajudante de cozinha. Num determinado dia e de forma secreta, Remy ajuda Linguini temperando e corrigindo uma sopa que Linguini havia estragado. A sopa corrigida por Remy foi de tal forma um sucesso que impressionou o restante staff e os clientes. A partir desse momento Linguini e Remy forma uma dupla que começa a criar pratos incríveis… O problema é que ninguém pode saber que há rato na cozinha… será que vão ser descobertos?


É um filme para toda a família, ideal para a época natalícia, altura em que os sonhos se renovam.

Fun Fact: Ratos de estimação foram mantidos no estúdio da Pixar durante mais de um ano, para que os animadores pudessem estudar o movimento dos seus pelos, narizes, orelhas, patas e caudas.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Advento 2024 - #16 - 1984 (1984)

1984 (1984)

Simplesmente porque estamos num mundo cada vez mais distópico....

Fica também a homenagem ao tremendo ator que era John Hurt nesta participação deste filme de Michael Radford, baseado no livro de George Orwell.

Fun Fact: O filme foi lançado no ano do título do livro ( escrito em 1949).