domingo, 27 de agosto de 2023
Filmes de Verão - #6 - Arctic (2018)
sábado, 19 de agosto de 2023
Filmes de Verão - #5 - Dolemite is My Name
Dolemite is My Name
O Verão pede saladas
e filmes leves, assim a sugestão de hoje passa por um filme familiar, que
dispõe bem, sem grandes complicações e bem humorado. Esse filme é Dolemite is
my Name, filme realizado por Craig Brewer e protagonizado pelo “velhinho” Eddie
Murphy - actor que parecia ter perdido o seu mojo mas que, inesperadamente,
presenteia-nos com uma ótima performance, num papel que parece ter sido feito à
sua medida.
A narrativa baseia-se em factos verídicos e
gira em torno de Dolemite, alter ego de Rudy Ray Moore, um self-made man na
área do entretimento que, contra todas as expectativas, consegue atingir todos ou quase todos os seus objetivos. É considerado por muitos um pioneiro na comédia
e no Rap, tendo também participado e produzido vários filmes. A sua figura
acaba por ser icónica, uma vez que usava roupas pouco convencionais muito ao
estilo pimp (chulo), com adereços como chapéu e bengala.
Não sei se a
época balnear me torna mais condescendente, mas achei este filme inspirador. Fiquei
com vontade de bater punho e ser empreendedor, no entanto, 5 minutos depois
essa vontade já se tinha naturalmente esfumado. Destaco ainda a banda sonora e
as participações bastante cómicas de Wesley Snipes e Snoop Dog (esse mesmo). Eis
o trailer:
Onde Ver: Netflix
Rating: 3,5/5
Fun Fact: Eddie Murphy
é um grande fã de Wesley Snipes e curiosamente este foi o primeiro filme em que
contracenaram.
sexta-feira, 18 de agosto de 2023
Filmes de Verão - #4 - E sai um triplo!
Stephen Curry: Underrated
A NBA é uma liga
desportiva recheada de estrelas, estrelas essas que têm enormes legiões de fãs
e, a maior parte delas, também enormes quantidades de detratores. No entanto, há
um caso singular, por ter muitos fãs e poucos ou nenhuns difamadores (aka haters).
Refiro-me a Stephen Curry dos Golden State Warriors. É um jogador desconcertante,
não só pela sua capacidade ímpar de lançar e marcar triplos (a sua imagem de
marca), mas também por ter uma capacidade de leitura de jogo invulgar e uma
magia que lhe permite inventar jogadas verdadeiramente espetaculares. E é a sua
qualidade de jogo, aliada ao facto de ser muito simpático, brincalhão, por
vezes provocador, mas humilde, que o tornam um jogador apreciado por todos os
amantes de basquetebol.
A sua carreira é
recheada de sucessos. Já foi campeão quatro vezes, sempre pelos Warriors, recorde
que não foi alcançado por muitos jogadores. Individualmente ganhou vários prémios,
tendo numa ocasião sido considerado MVP (melhor jogador da temporada) por unanimidade,
algo muito raro.
Todavia, ao contrário
do que se possa pensar, Curry não teve um percurso nada fácil. Enquanto jovem
era muito franzino e relativamente baixo, mesmo para a posição de base. E
apesar de ter talento, não conseguiu convencer os olheiros das principais universidades
americanas. Apenas conseguiu ser convidado por uma universidade menos conhecida,
Davidson. Aí encontrou um treinador verdadeiramente inspirador, Bob McKillop, considerado
pelo próprio Curry, um dos pilares para o seu sucesso e alguém de quem nunca se
esquece de agradecer quando alcança algum título.
É precisamente
sobre o período universitário de Curry que incide o documentário que vos
proponho hoje, Stephen Curry Underrated. Sim, atualmente há documentários
desportivos às pazadas e confesso-me um pouco enjoado do formato. No entanto, se
há personagem desportiva gloriosa, cativante e que tinha uma boa história para
ser contada, essa personagem é Stephen Curry.
Onde Ver: AppleTV
Rating: 3/5
Fun Fact: Bob McKillop foi treinador de basquetebol da Universidade de Davidson durante 33 anos.
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Filmes de Verão - #3 - Aqui há gatos!
quarta-feira, 16 de agosto de 2023
Filmes de Verão - #2 - Wolfie Amadeusss Mozart
terça-feira, 15 de agosto de 2023
Filmes de Verão - #1 - Bombaaaa
Muitas vezes é no verão que as pessoas têm mais tempo para ver filmes, quer seja por estarem de férias, quer pelo trabalho que acalma ou até mesmo porque outras atividades lúdicas são interrompidas. O mesmo acontece comigo e encontrando-me de férias resolvi lançar um desafio a mim mesmo: propor todos os dias até final de agosto, um filme por noite. As propostas serão feitas de forma telegráfica, procurando alternar entre géneros, antiguidade e plataforma de visualização (cinema, cabo, streaming, Dvd, Blue-Ray, Laser Disc, VHS, Betamax.... se calhar estou a exagerar, mas perceberam a ideia)
Oppenheimer (2023)
Ainda nos cinemas pode-se encontrar a mais recente obra de Christopher Nolan que, depois do desastre que foi Tenet (na minha opinião), regressa com um filme de cariz biográfico sobre J. Robert Oppenheimer, o cientista americano responsável pela invenção/produção das primeiras bombas atómicas. Evidentemente que a história deste homem, pelo impacto que a sua ação teve para a conclusão da segunda guerra mundial, tem um interesse histórico inegável.
Nolan consegue desenvolver a narrativa de forma bem conseguida, através sucessivas deambulações entre o período anterior ao lançamento da bomba e o período subsequente, altura em que J. Robert Oppenheimer teve de lidar com acusações de espionagem a favor da URSS, em plena era da "caça às bruxas". O desenvolvimento de várias linhas temporais tem a habilidade de captar a atenção do espectador, mantendo o interessente em alta durante as 3h00 de duração do filme.
A crítica que aponto é ao facto da duração das cenas ser curta, acabando quase sempre com frases fortes, algo que me deu uma sensação de pouca autenticidade e quase como se estivesse a ver histórias de uma rede social em determinados momentos.
No que concerne a aspectos técnicos, o filme é, naturalmente, um portento, com evidência para o som/música que ajudam a dar realce às emoções, quase que levando o espectador a uma viagem imersiva aos sentimentos de Oppenheimer.
Cylian Murphy, através de toda a sua expressividade mesmo quando está em silêncio, tem um desempenho competente como Oppenheimer. Todavia o destaque tem de ser dado a Robert Downey Jr., num papel vilanesco que contrasta em grande medida com os últimos papéis mais extrovertidos que tem protagonizado (Tony Starks e afins). Diz-se que esta performance pode-lhe valer a nomeação para um Oscar. O resto do elenco é também ele de luxo, nomeadamente Emily Blunt, Matt Damon, Kenneth Branagh, Rami Malek, entre outros.
Onde Ver: Cinemas
Rating: 3,5/5
Fun Fact: Para manter a qualidade entre cenas a preto e branco e a cores, pela primeira vez foram filmadas cenas a preto e branco com câmaras IMAX desenvolvidas pela Kodak.
Aguentem-se então à bomboca que amanhã há mais!


