No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 25/25 - The Godfather (1972)
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 24/25 - Sozinho em Casa (1993)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 23/25 - The Nightmare Before Christmas (1993)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
Cheira a Natal. Já se vêm tapetes de meninos Jesus pendurados nas varandas como se fossem cair ao chão, gambiarras berrantes e aos olhos irritantes nas caleiras das casas. O bacalhau está de molho e o peru grosso para no forno não pensar. O óleo está nas frigideira, pronto a fritar sonhos para todos os que são filhós de Deus...
E porque a noite de Natal se está a aproximar, nada melhor do que em The Nightmare Before Christmas falar. Obra saída da cabecinha pensadora de Tim Burton, ainda quando era animador da Disney nos anos 80. A gaveta fez bem ao projecto que foi amadurecendo e de um pequeno conto surgiu numa longa metragem em 1993. Tim Burton acabou por não poder realizar o filme, devido a impedimentos contratuais ligados à produção de Batman. Colaborador habitual de Burton, Elfman (nome apropriado para este filme) foi o criador da extraordinária banda sonora, dando voz ao personagem principal, Jack the Skellinghton, enquanto este canta. Claramente, a música é um dos pontos fortes do filme. Elfman confessou que escrever as 10 faixas para este filme foi o trabalho mais fácil que teve na sua vida, pois considera que tem muitas parecenças com Jack.
Resumidamente, The
Nighmare Before Christmas conta a história de Jack Skellinghton, o Pumpkin King
da Halloween Town, que está farto da sua vida repetitiva, centrada em exclusivo no dia
das bruxas. Um dia e de forma acidental, entra na Christmas Town e
descobre que existe o Natal. Fascinado com a ideia e com o espírito, resolve juntar os habitantes e criar um Natal à maneira de Halloween Town. Para o efeito rapta o Pai Natal, a quem chama Sandy Claws, assume o seu lugar e começa a preparar a entrega de presentes, alguns deles
bastante diferentes do habitual….
Não sendo propriamente desajustado para um público infantil, devido ao lado sombrio que possui, é claramente direccionado para uma audiência mais adulta. Esteticamente é uma obra magnífica, marcada pelo estilo de Tim Burton em toda a sua plenitude, podendo encontrar-se vários elementos habitualmente usados pelo realizador nos seus filmes. Por exemplo, o recurso a personagens sinistras, mas com bom coração - Eduardo Mãos-de-Tesoura, Jack, etc. Para os fãs de Burton é obrigatório, para quem gosta de uma boa história de animação com uma agradável banda sonora também.
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 22/25 - O Regresso do Rei (2004)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
A vida são dois dias e o Natal este ano são três, devido ao fim-de semana prolongado. Logo em pandemia e numa altura em que nem sequer os tios chatos aparecem, nada melhor do que aproveitar o tempo vago para ver (ou rever) uma sagazita, enquanto enfia filhós no bucho como se fosse hibernar. Assim, o destaque de hoje vai para o Regresso do Rei e a saga The Lord of Rings.
Realizado
por Peter Jackson e baseado na obra literária de J. R. R. Tolkien, The Return
of The King é o terceiro e último capítulo da trilogia The Lord of The
Rings. Com a conquista do Oscar para melhor filme, este título marca a
consagração da saga, depois de The Fellowship of The Ring e The Two Towers
terem também estado nomeados para a categoria mais importante dos
prémios da Academia, em 2002 e 2003 respectivamente.
A narrativa do Regresso do Rei segue
a jornada de dois Hobbits (seres anões, mas com uns pés enormes e peludos),
Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin), a caminho de Mordor com objectivo de
destruir o anel (the One Ring). Os dois pequenos Hobbits, entre tantos perigos,
estão entregues à sua sorte e ao seu guia, o repugnante Gollum/Smeágol (na
altura a animação de Gollum foi considerada revolucionária). Gollum já possuiu
o anel e vive num dilema interior, entre querer ajudar os dois pequenos Hobbits
e recuperar o anel para si (o seu precious).
Paralelamente, decorre a acção em Isengard, onde Galdalf (Ian McKellen), Aragorn (Viggo Mortensen), Legolas (Orlando Bloom), Gimli (John Rhys-Davies) e o Rei Rohan (Miranda Otto) encontram Merry e Pippin, os outros dois hobbits que participam nesta aventura. E a partir deste ponto, a luta entre o bem e o mal segue o seu percurso com os volte-faces habituais deste tipo de histórias.
Quando se estreou, a trilogia The Lord of Rings apresentou-se como revolucionária ao nível dos efeitos especiais, sendo inegável o seu contributo para o desenvolvimento de novas formas de usar tecnologia no cinema. No entanto, esta saga é muito mais do que um primor técnico. É uma adaptação extraordinariamente bem conseguida das palpitantes aventuras, meio mediavais, meio místicas, criadas por Tolkien. Não é uma simples história do Bem contra o Mal. É uma história de fortes que se tornam fracos, de fracos que se tornam fortes, de fracos que são fortes e de fortes que são fracos. É uma saga intemporal, ideal para ver de empreitada na altura do natal (até rimei, acho que vou pôr num manjerirco).
Destaque final para o elenco, é mesmo uma enorme constelação de estrelas, cujas performances não têm mácula. Além de todos os nomes mencionados anteriormente, não esquecer ainda a presença de outros vultos do cinema, nomeadamente, Christopher Lee como Sauroman, Hugo Weaving como Elrond ou Cate Blanchett como Galadriel. Até entra o Ned Stark...(caso não tenha visto Game of Thrones, ignore esta piada).
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 21/25 - Die Hard (1988)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
À
entrada da semana do Natal, a recomendação de hoje tinha de recair, quase obrigatoriamente,
para o visionamento de um filme típico desta quadra. No entanto, a minha
escolha não tem renas, papais noel, duendes ou bonecos de neve. Tem acção de
cortar a respiração, tiros, explosões, terroristas e um arranha-céus. Arranha,
mas nunca vi nenhum céu a queixar-se, ou chove mais ao pé destes edifícios?
Bom... Em alguns pontos do globo (ou no planisfério se acreditar que a terra é
plana) é uma tradição ver este filme nesta época. Alguns já adivinharam do que
estou a falar. Refiro-me, evidentemente a Die Hard de John Mctiernan.
Em
Die Hard, Bruce Willis é John McClane, um polícia de Nova Iorque que vai
visitar a sua esposa a L.A. durante as festividades do Natal. Mal chega à
cidade dos anjos, McClane segue para a festa de Natal da empresa multinacional
em que a mulher trabalha, sedeada num arranha-céus, claro está. E é aqui que o rabo torça a porca (ou será ao
contrário??). Durante a festa, um grupo de terroristas alemães liderado por
Hans Gruber (Alan Rickman) sequestra os convidados, com a intenção de roubar $640
milhões em ações. McClane consegue escapar, veste a capa de herói e inicia um
combate solitário contra os terroristas.
Para
quem gosta do género de ação é um daqueles clássicos que, obrigatoriamente, tem
de se assistir de vez em quando. Cenas de cortar a respiração, bons efeitos
especiais para a época e um elenco liderado por dois actores em grande forma.
Se Bruce Willis é ótimo a fazer de "herói-durão-madafoca”, Alan Rickman não é
menos extraordinário a fazer de vilão. Inesquecíveis são as frases épicas que as
suas personagens vão disparando ao longo do filme, eis alguns exemplos:
1 - Hans Gruber: Do you really think you have a chance against us, Mr. Cowboy? / John McClane: Yippee-ki-yay, motherfucker.
2
- John McClane: Welcome to the party, pal.
3
- Hans Gruber: [Reading what McClane wrote on the dead terrorist's shirt] “Now
I have a machine gun. Ho ho ho.”
4 - Hans Gruber: This time John Wayne does not walk off into the sunset with Grace Kelly. / John McClane: That was Gary Cooper, asshole.
Die
Hard é um bom filme para ver no Natal por uma razão simples: a sua violência
(q.b.), ajuda a cortar o excesso de doçura da época. Yippee-ki-yay!
Fun Fact: O guarda-roupa do filme dispunha de 17 camisas de manga cava,
em diferentes estados de degradação, para a personagem de Bruce Willis.
domingo, 20 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 20/25 - Variações (2019)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
sábado, 19 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 19/25 - Amadeus (1984)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 18/25 - The Hunt for Red October (1990)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 17/25 - The Two Popes (2019)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
Hoje, dia 17 de Dezembro,
comemora-se o 83º aniversário do argentino, Jorge Maria Bergoglio, mais
conhecido por Papa Francisco. O seu papado (soa-me sempre estranho) tem ficado
marcado pelo registo mais aberto e descontraído, contrastando em grande medida
com o seu antecessor, o alemão Ratzinger, Papa Bento XVI.
Esta diferença de atitude é
retratada em Two Popes, filme de Fernando Meirelles (tinha de ser do realizador
de Cidade de Deus) que conta a história da renúncia de Bento XVI (Anthony Hopkins)
e respetivas razões que o levaram a abdicar, bem como as peripécias que antecederam
a nomeação de Francisco (Jonathan Pryce). No filme os dois papas são retratados
como sendo diametralmente opostos, Bento – fechado, ortodoxo, conservador, carrancudo
e Francisco – aberto, liberal, progressista, simpático. Em linguagem pré-escolar,
o Papa “Mau” e o Papa “Bom”. Claro que uma obra de ficção ganha com a diferenciação
marcada das personalidades, algo que na vida real duvido que seja tão evidente,
pelo menos na privacidade.
Quanto ao filme? Vê-se como quem bebe um chopinho, é levezinho
e diverte, ideal para assistir num Domingo à tarde frio e chuvoso. O enredo em
si não é extraordinário, mas tem as artimanhas certas para nos fazer emocionar
e, a espaços, sorrir. Há uma cena em que os dois papas comem pizza e bebem
fanta, o que tem alguma piada, mas já não via um Product Placement tão descarado
há muito tempo.
Destaque final, mas não menos importante, para os
desempenhos de Hopkins e Pryce. São duas atuações maiores do que o filme e dada
a sua excelência foram merecedoras de nomeações para os oscares.
Fun Fact: Nenhuma das cenas foi filmada no Vaticano,
a produção não obteve autorização para o fazer.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 16/25 - Cinema Paraíso (1988)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
Ennio Morricone abandonou-nos no
dia 6 de Julho deste ano, tendo deixado um amplo legado de extraordinárias bandas
sonoras, muitas entraram para história do cinema.
Felizmente, tive a oportunidade
de assistir ao seu último concerto em Portugal, onde o autor italiano, já
bastante limitado ao nível da locomoção, agraciou o público com os temas icónicos
da sua obra. À medida que as músicas ecoavam no Meo Arena, na minha mente ia-se
fazendo, de forma instantânea, a correspondência entre os sons produzidos pela
orquestra e as cenas dos filmes, algo que despertou em mim, sentimentos
sinceros de nostalgia e emoção.
A sua carreira como compositor de
bandas sonoras ganhou notoriedade através da frutífera parceria com Sérgio
Leone, sendo exemplo disso: Por um Punhado de Dólares, O Bom, o Mau e Vilão,
Era uma Vez no Oeste, etc. Após esta fase dos anos 70, nunca mais parou de compor
para cinema e televisão, colaborou com os mais diversos realizadores (Tarantino,
Oliver Stone, Brian De Palma, Carpenter, …), sendo-lhe atribuídos créditos em
mais de 400 títulos.
Assim, a sugestão de hoje recai
sobre um filme italiano cuja banda sonora de Ennio Morricone é das mais marcantes
do seu reportório. Refiro-me ao comovente Cinema Paraíso de 1988, realizado por
Giuseppe Tornatore. Esta obra conta a
história de Toto, um cineasta bem-sucedido que recebe a triste notícia da morte
de Alfredo, seu amigo e projetista da pequena cidade onde cresceu. Graças a
esta infeliz novidade, Toto viaja de novo até à sua meninice e recorda os momentos
que passou com Alfredo no cinema da pequena cidade. Foi nesta altura que se
apaixonou pela sétima arte. Lembra-se por exemplo, dos primeiros filmes que viu,
espreitando pelas cortinas nas sessões em que o Padre, como sensor, via os
filmes antes das estreias para verificar se havia cenas com beijos com o
intuito de as mandar cortar.
(SPOIL ALERT) É interessante perceber, como numa
determinada época o cinema era um acontecimento social, em que famílias inteiras
partilhavam as sensações que o grande ecrã lhes transmitia. Em cinema paraíso,
há várias cenas em que este aspeto é retratado e o momento em que o cinema da
cidade arde pode ser entendido como uma metáfora para o fim dessa era, a era
dourada do cinema.
Em Cinema Paraíso é tudo perfeito: o elenco, a
guião, o desempenho dos actores, a música, as emoções. Um filme que
obrigatoriamente se tem de ver antes de morrer.
Fun Fact: No final de 1956,
Itália era o país com mais cinemas da Europa, cerca de 17.000.
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 15/25 - Free Solo (2019)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
Para a sugestão de hoje, resolvi trazer algo diferente para
desenjoar dos filmes tradicionais: um documentário e logo o vencedor do Oscar
em 2018, Free Solo.
Realizado por Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, Free
Solo acompanha a preparação do alpinista (engraçado que só agora me apercebi
que alpinista advém da palavra Alpes) Alex Honnold, um grande maluco que pretende
escalar a formação rochosa El Capitan, no Parque Nacional Yosemite, sem recurso
a qualquer equipamento. Não há cordas, não há ajuda do público, nem picaretas, nem
tão pouco paraquedas. Poderá usar unicamente, as mãos, a sua experiência e os tomates
(que é preciso tê-los para fazer uma coisa destas). Se escorregar e cair, os
destinos mais certos são a cadeira de rodas ou o caixão.
Assim, este documentário centra-se nos treinos de Honnold. Essencialmente, na componente de análise detalhada dos movimentos que terá de executar para
escalar o rochedo e na sua preparação mental, algo de extrema importância. Durante o processo
somos maravilhados pelas magnificas paisagens do Yosemite, capturadas através
de filmagens de vários pontos do rochedo e outras aéreas com recurso a drones. Além
da beleza estas imagens ajudam-nos a perceber a dimensão do desafio e a ter uma
ideia relativa da altura do rochedo (c. 2000metros), algo que simultaneamente
vai criando alguma tensão em quem vê.
Essa tensão desagua no final do documentário, altura para a qual está reservada a tão ansiada tentativa
de escalada em modo Free de Honnold, momento de cortar à faca ou de fio da
navalha (usem a arma branca que quiserem), cujo final não vou revelar. Vejam 😉.
Fun Fact: As filmagens a partir do rochedo foram realizadas por alpinistas experientes. Não obstante, um dos maiores receios para a produção foi a eventualidade de algum destes cameramans podere causar algum tipo de distração em Hannold.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 14/25 - The Prestige (2019)
domingo, 13 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 13/25 - Klaus (2019)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
Klaus (2019)
Neste
calendário de Advento não podia faltar um filme de animação. Ainda pensei
sugerir um grande clássico da Disney, Dreamworks ou dos estúdios Ghibli, mas
resolvi escolher Klaus de Sergio Pablos, produzido em Espanha para a Netflix.
Foram 3 os motivos:
1) É um filme
natalício, mais precisamente sobre as origens do Pai Natal. A história passa-se
numa ilha perdida do ártico, local em que as pessoas são carrancudas, não falam
umas com as outras, muito menos através de cartas, onde vai parar um aspirante
a carteiro, Jesper (Jason Schwartzman). A Jesper foi atribuída a missão quase
impossível de reativar a atividade postal daquele lugar, tendo como quase única
aliada a professora local, Alva (Rashida Jones). Como vai conseguir
que pessoas que se odeiam, enviem cartas? Mais, como vai conseguir pôr estas pessoas simplesmente a falar? Ainda na ilha, numa solitária cabana repleta de brinquedos
manufaturados, vive Klaus (J.K. Simons), um carpinteiro de idade avançada,
corpulento e com umas fartas barbas brancas - lembra alguém?
2) É daqueles filmes para miúdos que os graúdos adoram ver. Inclusivamente,
acredito que haja pais que peçam aos filhos para ver este desenho animado. "Papá quero ver o SaW. Não queres ver antes o Klaus pequenito?" Apesar de começar num tom sombrio, numa ilha cinzenta com habitantes sisudos, aos
poucos o gelo vai-se derrentendo, surgindo momentos de muita ternura, fofura e
alguma emoção. Sugiro que tenha um pacote de lenços à mão. Não faltam também momentos
realmente cómicos, proporcionadas por algumas personagens meio tresloucadas. Portanto, é divertido, é fofo, é comovente, é
mágico como se pede no natal, e vê-se bem, se possível, a comer Ferrero
Rocheres junto à lareira.
3) Nomeado para o Oscar de melhor filme de animação em 2019, Klaus contou com o contributo de dois gémeos portugueses. Os irmãos Sérgio e Edgar Martins colaboraram no desenvolvimento do filme, nomeadamente nos departamentos de animação e supervisão de storyboard. Numa entrevista ao Observador, Sérgio destacava o facto de Klaus ter sido feito em 2D tecnologicamente avançado - em que cada frame que aparece no ecrã foi desenhado à mão. Ao contrário do que acontece nos filmes 3D - em que as personagens são desenhadas à mão e depois os animadores usam um software para as fazer mover. Pessoalmente, gosto muito mais de ver um filme de animação 2D, em 3d tudo parece insuflado.
Cresci com o aparecimento
de grandes clássicos da Disney, Rei Leão, Aladino, Pequena Sereia, Pocahontas,
Mulan, etc, ou seja, com uma fasquia muito elevada ao nível de filmes de
animação. Por isso, tendo a olhar com alguma sobranceria para a novidade. Não
obstante, reconheço que nos últimos anos têm surgido obras de animação muito
interessantes e Klaus é disso exemplo.
Fun
Fact: A produção e desenvolvimento do filme envolveu
artistas de 22 países diferentes.
sábado, 12 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 12/25 - 12 Angry Men (1957)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
12 Angry Men (1957)
Neste dia 12 de Dezembro do mês 12, ou seja, o dia das
dúzias, ainda pensei em 12 Indomáveis Patifes mas não podia perder a oportunidade
para falar sobre 12 Homens em Fúria (EN: 12 Angry Men).
É um filme magnífico de Sidney Lumet (realizador de Dog Day
Afternoon), cujo argumento de Reginald Rose é dos melhores da história do
cinema, na minha opinião. Nesta obra, praticamente só o texto e a forma como é
interpretado interessam, o resto é acessório ou minimal. Não há cenários, não é
relevante a banda sonora. Apenas existem 12 homens a conversar dentro de uma
sala. A palavra é a rainha, utilizada de forma magistral pelos atores.
A história de 12 Angry Men é sobre 12 homens que fazem parte de um júri no tribunal, com a com responsabilidade de decidir se um jovem rapaz é inocente ou culpado do assassinato do próprio pai. Caso seja considerado culpado, o rapaz será condenado à morte. A decisão tem de ser unânime, ou seja, terão de chegar a um consenso sobre a culpabilidade do réu. Para tal, reúnem-se numa sala fechada e sem contacto com o exterior para discutir e deliberar sem pressões. Tendo em consideração a historial de marginalidade do acusado e as provas apresentadas durante em julgamento, aparamente claras e inequívocas no sentido da condenação, o caso parece óbvio.
No início da discussão, onze dos membros
do júri presumem que o rapaz é culpado e a apenas um o considera inocente. 11 contra 1. Este
desalinhamento unipessoal, provoca alguma irritação nos restantes 11, porque consideram
que não há razão nenhuma para não despachar o caso rapidamente, dada a contundência
das provas.
No entanto esse homem, o jurado número 8 (Henry Fonda), não
desiste de analisar os factos e considera que o caso se deve discutir a fundo,
alertando que estão perante a condenação à morte de um ser humano, ainda por cima
jovem, que sofreu maus tratos praticamente desde que nasceu. Pede que deixem de
lado preconceitos, que não haja comportamentos displicentes e que se
concentrem no essencial. Não estão a decidir cousa pouca, estão a decidir se
alguém deve morrer ou viver.
Entretanto, inicia uma análise detalhada às provas incriminatórias,
semeando a dúvida nos restantes jurados… E fico-me por aqui, aconselho vivamente que
vejam o filme para conhecer o desfecho da história.
É uma “master piece”, dos melhores filmes de sempre. Surpreende
como é que algo tão minimalista é ao mesmo tempo tão denso e complexo. Termino,
citando uma das frases que acompanhou a promoção do filme nos cinemas:
Life Is In
Their Hands -- Death Is On Their Minds!
Fun Fact: Com a morte de Jack Klugman em 2012 ( jurado número 5), já nenhum dos “12 homens em fúria” é vivo.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 11/25 - Mad Max (2015)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
Mad Max (2015)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 10/25 - Green Mile (1999)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
The Green Mile (1999)
Se fosse vivo, Michael Clark Duncan faria hoje 63 anos. E perguntam vocês, quem? Um actor que se destacava essencialmente pelo seu tamanho, mas que, apesar de uma curta carreira (começou tarde e morreu cedo), teve participações marcantes em alguns filmes, principalmente no fim da década de 90 e na primeira dos anos 2000, como por exemplo em Armaggedon, Planet of the Apes e Sin City. Como tinha uma imponente voz grave, também fez algumas dobragens de filmes de animação, sendo a participação no Panda do Kung Fu a mais relevante. Antes de se tornar actor, Michael foi segurança de actores famosos, como Martin Lawrence e Will Smith, o que lhe deu acesso a pequenos papéis no início carreira.
Todavia, o papel mais relevante da sua filmografia é
John Coffey em The Green Mile (PT: À espera de um milagre). Graças à sua performance foi nomeado para os globos de
ouro e para os Oscares, algo que não sonharia uns anos antes.
É um filme com uma enorme carga emocional e que pode mexer com os sentimentos e ideias de quem o vê. A mim, além de me pôr a chorar baba e ranho (chorar ranho?), pôs-me refletir no quão desumano e contranatura é a pena de morte.
Fun Fact: Foram usados 15 ratos durante as filmagens, devidamente treinados durante meses para atuarem da forma pretendida.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 9/25 - Paths of Glory (1957)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
A primeira guerra mundial caracterizou-se por longos confrontos nas trincheiras, sem que nenhum dos lados conseguisse ganhar terreno. Por mais de dois anos, o avanço não foi mais de 15km, no entanto as baixas registadas foram elevadíssimas. Estima-se que terão morrido mais de 20 milhões de pessoas em toda a guerra, sendo que 35% das mortes ocorreram nas trincheiras pestilentas e lamacentas. Um verdadeiro desperdício de homens. É neste cenário, que decorre a ação do filme Paths of Glory.
Em pleno impasse nas trincheiras
e sem vantagem percetível, o general francês Paul Mireau (George Macready) ordena
ao esquadrão do Coronel Dax (Kirk Douglas), um ataque contra os alemães, cujas
probabilidades de sucesso eram praticamente nulas. O objetivo era ser
promovido, o resultado: Tragédia. O general para salvar a pele atribui o fracasso
aos pobres soldados e como se não bastasse ainda leva três deles a tribunal com
acusações de covardia, cuja pena era o fuzilamento (quem se lixa é sempre o mexilhão).
Dax não aceita a injustiça praticada para com os seus homens e prontifica-se
para ser o seu defensor no tribunal marcial. Para saber o desfecho vejam o filme 😉.
É uma obra de Stanley Kubrick em
que o realizador explora, de forma perfeita, as ironias do argumento e da
própria guerra. Recorre a um jogo de contrastes para o fazer: vida tranquila e até
com algum requinte das altas patentes, que inclui bons almoços e até bailes vs.
vida miserável dos soldados nas trincheiras, que inclui bombas, peste e até
ratos.
Tive a oportunidade de rever o
filme ontem e o melhor elogio que lhe posso fazer é afirmar que envelheceu
muito bem. Apesar de só ter 29 anos quando realizou assinou este título, Stanley
Kubrick já demonstrava uma mestria de um realizador com carreira feita. Impressionou-me o realismo das cenas, tanto pelas imagens como pela qualidade
dos efeitos sonoros.
Por fim, gostaria de destacar o desempenho de Kirk Douglas,
perfeito no papel do honesto e correto Coronel Dax. Se fosse vivo, Kirk faria
hoje 103 anos, mas infelizmente faleceu em Fevereiro deste ano.
Fun Fact; Winston Churchill afirmou que o filme era
uma representação altamente precisa da guerra das trincheiras e do
funcionamento às vezes equivoco da mente militar.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 8/25 - Cidade de Deu (2002)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
Advento 2020 - 7/25 - Pulp Fiction (1994)
No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
























