domingo, 27 de novembro de 2022

Advento 2022 - #1 - A Vida é Bela (1997)

Nos dois últimos anos, pela altura do advento e entre o confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário com algumas sugestões cinematográficas. Foi uma experiência interessante e uma boa forma de relembrar obras que, de alguma forma, me marcaram. Este ano renovo o desafio que fiz a mim mesmo, 28 dias, 28 filmes até à véspera de Natal. A ideia a que me proponho é intercalar clássicos intemporais, obras mais recentes que tenha apreciado e também, dada a quadra, alguns filmes mais natalícios.

A Vida é Bela (1997)

Resolvi começar a jogar pelo seguro, escolhendo um filme italiano que ganhou o Oscar para melhor filme estrangeiro em 1998 e que, habitualmente, é do agrado a miúdos, médios e graúdos. Provavelmente já adivinharam. Refiro-me pois a A Vida é Bela ou na sua língua original, La Vita è Bella, obra protagonizada e realizada pelo inconfundível Roberto Benigni.


A história decorre durante a segunda guerra mundial e a acção centra-se em Guido Orifice (Roberto Benigni), um judeu empregado de mesa que é levado para um campo de concentração nazi, juntamente com o seu filho Giosué. No campo de concentração, Guido tenta tornar a experiência do filho suave e até alegre, dizendo-lhe que estão num jogo, algo que vai conseguindo através da sua louca imaginação e enorme sentido de humor.



Muita da magia deste filme reside no imenso talento de Benigni, do seu humor físico, e na narrativa capaz de fazer oscilar a emoção do espectador entre a lágrima e o riso, em proporções quase idênticas.




Fun Fact 1: Roberto Benigni usou algumas das histórias do seu pai, que passou na segunda guerra mundial num campo de concentração para se inspirar neste filme.

Fun Fact 2: Dora a mulher de Guido, interpretada por Nicoletta Braschi, é também na vida real a mulher de Roberto Benigni. Só tenho uma coisa a acrescentar: buongiorno principessa...

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