Por muito tempo,
o Wrestling foi considerado a novela masculina. E se calhar nos dias que correm
esta noção mantém-se ajustada, apesar de cada vez mais mulheres gostarem deste
desporto de entretenimento.
No meio de lutas combinadas, todavia com
mazelas reais, existe sempre uma narrativa com heróis elevados a deuses do
olimpo e vilões dignos do ódio mais visceral. Sendo que os heróis num dia podem
facilmente virar vilões no outro. Por detrás de uma indústria em que poucos ganham
muito, existem um conjunto de lutadores que luta apenas para sobreviver,
tentando manter o seu nome o mais próximo possível dos holofotes, ansiando por oportunidades
de combates com grande visibilidade. No fundo é dificil chegar à cúpula e mesmo
lá chegando, manter-se requer muita capacidade física e mental. A grande
maioria dos Wrestlers vive de uma forma pouco desafogada.
Destaco dois filmes que retratam bem esta realidade:
I) The
Wrestler (2008) de Darren Aronofsky com Mikey Rourke no principal
papel. É a história de um Wrestler cujo auge já passou, mas para poder
sobreviver continua a participar em combates, muitos deles obscuros enquanto
tenta remediar a sua vida.
II) The Iron Claw (2023) filme de Sean Durkin, sobre a trágica família Von Erich. A história centra-se na pressão de um pai, antigo Wrestler, coloca nos seus filhos para que vinguem na indústria. Quase como se quisesse que os filhos fossem reflexo da sua existência. Mas a pressão é tanta que o destino dos filhos (pelo menos de alguns deles) se encontra com a tragédia.
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