O ciclo desta semana é dedicado a Quentin Tarantino, um realizador que dispensa apresentações. Ganhou notoriedade com a realização dos seus dois primeiros filmes, Reservoir Dogs e Pulp Fiction, tendo ganho a Palma de Ouro, em Cannes, por este último. Hoje em dia é um dos realizadores com maior reconhecimento a nível mundial.
O seu estilo de realização é inconfundível. Elementos cénicos e guarda-roupas impecáveis. Bandas sonoras inesquecíveis e icónicas. Violência extrema (controversa), por vezes dando a sensação que sai de algum desenho animado. E por fim, personagens fortes e com margem para verbalizar as cenas.
Outro aspeto interessante é a qualidade do elenco que o realizador consegue reunir para os seus filmes, por vezes, indo buscar actores "esquecidos", como por exemplo, John Travolta em Pulp Fiction, David Carradine em Kill Bill ou Jennifer Jason Leigh em Hatefull Eight.
Antes de avançar para as minhas escolhas, apresento 3 fun facts sobre o realizador:
1º - A mãe de Quentin, Connie Mchugh, tinha apenas 16 anos quando o deu à luz.
2º - Referiu que um dia gostava de realizar um filme de James Bond, sendo o seu filme favorito do espião inglês é From Russia with Love (1963).
3º - Planeia retirar-se após o seu 10º "major" filme. Tendo em conta a sua própria contagem, apenas faltará um para se reformar.
Contra fun fact: O jogador Tarantini do Rio Ave deve a sua alcunha ao realizador. Podia ser verdade mas não é. Tarantini deve o seu nome, a um jogador campeão mundial pela Argentina em 1978.
O seu estilo de realização é inconfundível. Elementos cénicos e guarda-roupas impecáveis. Bandas sonoras inesquecíveis e icónicas. Violência extrema (controversa), por vezes dando a sensação que sai de algum desenho animado. E por fim, personagens fortes e com margem para verbalizar as cenas.
Outro aspeto interessante é a qualidade do elenco que o realizador consegue reunir para os seus filmes, por vezes, indo buscar actores "esquecidos", como por exemplo, John Travolta em Pulp Fiction, David Carradine em Kill Bill ou Jennifer Jason Leigh em Hatefull Eight.
Antes de avançar para as minhas escolhas, apresento 3 fun facts sobre o realizador:
1º - A mãe de Quentin, Connie Mchugh, tinha apenas 16 anos quando o deu à luz.
2º - Referiu que um dia gostava de realizar um filme de James Bond, sendo o seu filme favorito do espião inglês é From Russia with Love (1963).
3º - Planeia retirar-se após o seu 10º "major" filme. Tendo em conta a sua própria contagem, apenas faltará um para se reformar.
Contra fun fact: O jogador Tarantini do Rio Ave deve a sua alcunha ao realizador. Podia ser verdade mas não é. Tarantini deve o seu nome, a um jogador campeão mundial pela Argentina em 1978.
Quanto à escolha dos filmes, desta vez, resolvi ser prático e escolhi analisar os 5 primeiros filmes (major) realizados por Tarantino. Porque são representativos da carreira do realizador e porque marcaram a história do cinema nos anos 90/2000 ou simplesmente porque sou um preguiçoso.
2ª Feira - Reservoir Dogs (1992)
Após um assalto que acaba terrivelmente mal, os elementos do bando que levaram a cabo o golpe, começam a desconfiar uns dos outros e paira a possibilidade de um deles ser um agente da polícia infiltrado (ou na gíria, uma ratazana bufa). Esta é a sinopse do primeiro filme de Quentin Tarantino (se não contarmos com o My Best Friend Birthday), que bem poderia ser a de um banal filme policial (ou até um episódio do Inspector Max, vá se calhar não...).
No entanto, há um aspecto que o diferencia, Quentin Tarantino. O desenvolvimento do argumento beneficia o talento dos actores (Harvey Keitel, Steve Buscemi e Michael Madsen à cabeça), que através de um magnífico desempenho, conseguem criar personagens com características vincadas e facilmente identificáveis para o espectador. Nesse aspecto, Tarantino ainda facilitou mais tarefa, atribuindo às personagens nomes de cores, Mr. White, Mr. Pink, Mr. Blonde, etc. e, ainda, criando momentos de flasback para explicar o background de cada uma delas. Resumindo, a simplicidade da história contrasta com a densidade das personagens.
O filme tem os elementos distintivos que viriam a definir a carreira de Tarantino, humor negro, violência (é uma chuva de ketchup constante), promoção das capacidades de dramáticas dos actores, uma cuidada selecção de banda sonora e por fim a atenção ao mais ínfimo pormenor. De tal forma que podemos dizer que Tarantino é o chamado realizador ourives, dado o foco no detalhe.
Uma vez que o orçamento do filme foi bastante reduzido, o realizador teve de explorar ao máximo os actores que tinha, porque era, praticamente, a única matéria que tinha à disposição. Os actores, literalmente, tiveram de puxar pelo cabedal, e não estou a falar das suas actuações. Antes do facto, de alguns deles terem de levar as próprias roupas, dada a falta de verba para elementos de caracterização. Eis este casaco de fato de treino do próprio Chris Penn, e que a bem da verdade faria grande sucesso na Venezuela:
Outro exemplo, é o facto de grande parte das cenas se passarem numa garagem, pouco maior do que a da vizinha (referência desnecessária). Ainda, muitos foram os actores que não aceitaram participar no filme por causa do reduzido cachê que lhes foi oferecido (Samuel L. Jackson, James Wood, George Clooney, etc). Até há quem diga que o nome Reservoir Dogs (cães danados) é uma homenagem a estes actores que rejeitaram(mentira). Pondo em perspectiva, o orçamento de Reservoir Dogs foi $1,2 milhões, enquanto o de Once Upon a Time in Hollyood foi de $90 milhões.
Destaque final para os diálogos aleatórios que vão surgindo ao longo do filme, como por exemplo, a obrigatoriedade ou não de dar gorjetas às empregadas ou o significado da música da Madonna, Like a Virgin (ver vídeo abaixo).
Fun Fact: A famosa cantora Pink revelou que a inspiração do seu nome artístico foi a personagem deste filme, Mr. Pink.
No entanto, há um aspecto que o diferencia, Quentin Tarantino. O desenvolvimento do argumento beneficia o talento dos actores (Harvey Keitel, Steve Buscemi e Michael Madsen à cabeça), que através de um magnífico desempenho, conseguem criar personagens com características vincadas e facilmente identificáveis para o espectador. Nesse aspecto, Tarantino ainda facilitou mais tarefa, atribuindo às personagens nomes de cores, Mr. White, Mr. Pink, Mr. Blonde, etc. e, ainda, criando momentos de flasback para explicar o background de cada uma delas. Resumindo, a simplicidade da história contrasta com a densidade das personagens.
O filme tem os elementos distintivos que viriam a definir a carreira de Tarantino, humor negro, violência (é uma chuva de ketchup constante), promoção das capacidades de dramáticas dos actores, uma cuidada selecção de banda sonora e por fim a atenção ao mais ínfimo pormenor. De tal forma que podemos dizer que Tarantino é o chamado realizador ourives, dado o foco no detalhe.
Uma vez que o orçamento do filme foi bastante reduzido, o realizador teve de explorar ao máximo os actores que tinha, porque era, praticamente, a única matéria que tinha à disposição. Os actores, literalmente, tiveram de puxar pelo cabedal, e não estou a falar das suas actuações. Antes do facto, de alguns deles terem de levar as próprias roupas, dada a falta de verba para elementos de caracterização. Eis este casaco de fato de treino do próprio Chris Penn, e que a bem da verdade faria grande sucesso na Venezuela:
Outro exemplo, é o facto de grande parte das cenas se passarem numa garagem, pouco maior do que a da vizinha (referência desnecessária). Ainda, muitos foram os actores que não aceitaram participar no filme por causa do reduzido cachê que lhes foi oferecido (Samuel L. Jackson, James Wood, George Clooney, etc). Até há quem diga que o nome Reservoir Dogs (cães danados) é uma homenagem a estes actores que rejeitaram(mentira). Pondo em perspectiva, o orçamento de Reservoir Dogs foi $1,2 milhões, enquanto o de Once Upon a Time in Hollyood foi de $90 milhões.
Destaque final para os diálogos aleatórios que vão surgindo ao longo do filme, como por exemplo, a obrigatoriedade ou não de dar gorjetas às empregadas ou o significado da música da Madonna, Like a Virgin (ver vídeo abaixo).
Fun Fact: A famosa cantora Pink revelou que a inspiração do seu nome artístico foi a personagem deste filme, Mr. Pink.
3ª Feira - Pulp Fiction (1994)
Pulp Fiction traduzido à letra é ficção de polpa, e neste caso de tomate, tendo em conta os litros de "sangue" que são jorrados durante o filme.
O filme é uma teia de relações. Dois assassinos contratados a soldo, Vicent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) que recuperam uma misteriosa mala para o seu contratante Marsellus Wallace ( Ving Rhames). Entretanto, Wallace pede a Vega para levar a sua mulher Mia (Uma Thurman) a sair. Butch (Bruce Willis) é um veterano lutador de boxe que acorda um esquema com Wallace para perder de propósito um combate, obtendo assim grandes ganhos com apostas. Estas personagens colidem ao longo do filme, dando lugar a uma história frenética que não irá acabar da melhor forma para todos.
Principais notas de destaque:
- A participação da portuguesa de Maria de Medeiros, irmã da presidente da câmara de Almada, Inês de Medeiros e filha do maestro José Vitorino de Almeida. No filme a actriz é a inocente companheira de Butch e tem uma voz muito sexy (este destaque foi muito Wikipedesco).
- As citações proferidas por Jules Winnfield sempre que vai executar alguém. Ezequiel 25:19, consulte uma bíblia perto de si para saber.
- Um pouco como Reservoir Dogs, este filme foi uma pechincha. Custou cerca de $8 milhões e teve um lucro de bilheteira de aproximadamente $200 milhões.
- Uma das melhores danças do cinema protagonizada por Vicent Vega (parece o nome de um lutador do Streer Fighter) e Mia Wallace. Curiosamente, Uma Thurman não gostava muito da música escolhida para a cena, Never Tell de Chuck Berry, no entanto, Tarantino convenceu-a que era absolutamente perfeita. Uma dance que tem tão maluca como cativante.
Para mim, é o melhor filme de Tarantino e um dos meus filmes preferidos. Desde a qualidade da história, os diálogos, que através do storytelling, dão uma sensação de naturalidade à narrativa e claro, um elenco perfeito para esta história e por fim, cenas enigmáticas, algumas delas capaz de nos fazer revolver as vísceras.
Fun Fact: A palavra Fuck é proferida 65 vezes.
Pulp Fiction traduzido à letra é ficção de polpa, e neste caso de tomate, tendo em conta os litros de "sangue" que são jorrados durante o filme.
O filme é uma teia de relações. Dois assassinos contratados a soldo, Vicent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) que recuperam uma misteriosa mala para o seu contratante Marsellus Wallace ( Ving Rhames). Entretanto, Wallace pede a Vega para levar a sua mulher Mia (Uma Thurman) a sair. Butch (Bruce Willis) é um veterano lutador de boxe que acorda um esquema com Wallace para perder de propósito um combate, obtendo assim grandes ganhos com apostas. Estas personagens colidem ao longo do filme, dando lugar a uma história frenética que não irá acabar da melhor forma para todos.
Principais notas de destaque:
- A participação da portuguesa de Maria de Medeiros, irmã da presidente da câmara de Almada, Inês de Medeiros e filha do maestro José Vitorino de Almeida. No filme a actriz é a inocente companheira de Butch e tem uma voz muito sexy (este destaque foi muito Wikipedesco).
- As citações proferidas por Jules Winnfield sempre que vai executar alguém. Ezequiel 25:19, consulte uma bíblia perto de si para saber.
- Um pouco como Reservoir Dogs, este filme foi uma pechincha. Custou cerca de $8 milhões e teve um lucro de bilheteira de aproximadamente $200 milhões.
- Uma das melhores danças do cinema protagonizada por Vicent Vega (parece o nome de um lutador do Streer Fighter) e Mia Wallace. Curiosamente, Uma Thurman não gostava muito da música escolhida para a cena, Never Tell de Chuck Berry, no entanto, Tarantino convenceu-a que era absolutamente perfeita. Uma dance que tem tão maluca como cativante.
Para mim, é o melhor filme de Tarantino e um dos meus filmes preferidos. Desde a qualidade da história, os diálogos, que através do storytelling, dão uma sensação de naturalidade à narrativa e claro, um elenco perfeito para esta história e por fim, cenas enigmáticas, algumas delas capaz de nos fazer revolver as vísceras.
Fun Fact: A palavra Fuck é proferida 65 vezes.
4ª Feira - Jackie Brown (1997)
Jackie Brown é uma MILF. Agora que captei a vossa atenção, pelo menos a atenção dos que sabem o significado da sigla (quem não sabe, cautela com as pesquisas), posso dizer que tenho a impressão que este filme é dos menos conhecidos do realizador, talvez injustamente.
Este filme gira em torno de Jackie Brown (Pam Grier), uma hospedeira de meia idade, cúmplice de Ordell Robbie, (Samuel L. Jackson) através do transporte de dinheiro ilícito oriundo do México. Num dos transportes é apanhada com o dinheiro e droga, sendo obrigada a cooperar com a polícia para apanhar Ordell. Para adensar a trama, Ordell contrata um fiador Max Cherry (Robert Forster) para a libertar, com o objectivo posterior de a eliminar.
Pam Grier, apesar de ser uma estrela menos conhecida, é perfeita neste papel. Bonita, elegante e de aspecto vivido, imprime à personagem de Jackie Brown, o contraste da confiança de quem sabe que tem bom aspecto, com a noção de que é uma mulher de meia-idade, sozinha e com pouca margem para encaminhar a sua vida no sentido da felicidade. (nesta parte do post deveria haver uma cerca sanitária para impedir que a lamechice se espalhe).
Quando agora revi o filme, fiquei chocado. Não me lembrava que De Niro entrava e que até tinha um papel de alguma preponderância. O que parece impossível, ainda por cima, porque homem enverga, a dada altura, uma camisa cheia de melancias. Lamentável! Preocupado com a minha memória já tomei um chá de memofante forte.
Por fim, destaque para as pilosidades de Samuel L. Jackson, quer na cabeça, quer na cara. Aquela barbicha era para quê? Mexer o chá? Pelos vistos, a ideia da barba e do cabelo foi do próprio Samuel.
Fun Fact: A voz do atendedor de chamadas de Jackie Brown é de Quentin Tarantino.
Jackie Brown é uma MILF. Agora que captei a vossa atenção, pelo menos a atenção dos que sabem o significado da sigla (quem não sabe, cautela com as pesquisas), posso dizer que tenho a impressão que este filme é dos menos conhecidos do realizador, talvez injustamente.
Este filme gira em torno de Jackie Brown (Pam Grier), uma hospedeira de meia idade, cúmplice de Ordell Robbie, (Samuel L. Jackson) através do transporte de dinheiro ilícito oriundo do México. Num dos transportes é apanhada com o dinheiro e droga, sendo obrigada a cooperar com a polícia para apanhar Ordell. Para adensar a trama, Ordell contrata um fiador Max Cherry (Robert Forster) para a libertar, com o objectivo posterior de a eliminar.
Pam Grier, apesar de ser uma estrela menos conhecida, é perfeita neste papel. Bonita, elegante e de aspecto vivido, imprime à personagem de Jackie Brown, o contraste da confiança de quem sabe que tem bom aspecto, com a noção de que é uma mulher de meia-idade, sozinha e com pouca margem para encaminhar a sua vida no sentido da felicidade. (nesta parte do post deveria haver uma cerca sanitária para impedir que a lamechice se espalhe).
Quando agora revi o filme, fiquei chocado. Não me lembrava que De Niro entrava e que até tinha um papel de alguma preponderância. O que parece impossível, ainda por cima, porque homem enverga, a dada altura, uma camisa cheia de melancias. Lamentável! Preocupado com a minha memória já tomei um chá de memofante forte.
Por fim, destaque para as pilosidades de Samuel L. Jackson, quer na cabeça, quer na cara. Aquela barbicha era para quê? Mexer o chá? Pelos vistos, a ideia da barba e do cabelo foi do próprio Samuel.
Fun Fact: A voz do atendedor de chamadas de Jackie Brown é de Quentin Tarantino.
5ª Feira - Kill Bill Vol. 1 (2003)
Kill Bill, dividido em dois volumes, é, basicamente, uma história de vingança de uma assassina profissional (Uma Thurman), conhecida no meio como Black Mamba. Os alvos da sua vendetta são os seus antigos companheiros no esquadrão de assassinos denominado, Deadly Viper Assassination Squad, que compareceram no ensaio do seu casamento e assassinam todos os presentes (tanta morte e não deu nas notícias...). Por mero a caso, "a noiva", grávida, resiste aos ferimentos de bala que a atingem, tendo ficado 4 anos em coma. Após acordar inicia a busca por cada um dos elementos do esquadrão, tendo reservado para o fim Bill, com quem tinha tido um envolvimento amoroso. Julgo que é fácil de imaginar a raiva da "noiva" quando acorda, equivalente ao de uma colmeia pontapeada.
Destaque para os elementos ligados à cultura nipónica/samurai, muitos combates à espada e até um mini-clip de anime. A certa altura, o filme parece um videojogo com níveis e bosses. A melhor parte é sem dúvida a dos Loucos 88, liderados por um dos elementos femininos do esquadrão, O-Ren Ishii (Lucy Liu). É de realçar a luta entre Gogo e Black Mamba, uma das melhores da história do cinema, para mim.
Algo que tem piada é que neste capítulo apenas se vê a mão de Bill enquanto fala. Fez-me lembrar o Dr. Claw, vilão do inspector Gadget, cuja cara nunca se via.
Quentin Tarantino é um realizador que gosta de homenagear outros realizadores, filmes e outras épocas do cinema. São evidentes essas referências, tanto na banda sonora, nas cenas, como até, por exemplo, no fato amarelo que Uma Thurman usa na parte dos Loucos 88, igual ao usado por Bruce Lee no seu último filme, Game of Death (1978).
Fun Fact: É o segundo filme com mais mortes (body counting) de Quentin Tarantino, 95. Apenas atrás de Inglorious Bastards com 396.
6ª Feira - Kill Bill Vol. 2 (2004)
É a continuação do filme anterior. Black Mamba continua na senda pela vingança contra os membros do esquadrão. Em primeiro lugar encontra Budd, interpretado por Michael Madsen, um dos atores fetiches de Tarantino. E depois com Elle Driver, personagem com uma pala no olho, interpretada por Daryl Hannah. Sim, essa mesmo, a atriz de Spash (1984) a mulher sereia, que curiosamente neste filme faz de "pirata".
Pelo meio decorrem algumas cenas que retratam o treino de Black Mamba com o mestre de artes marciais, Pai Mei (parece saído do Ran). Posso dizer que este treino envolvia, aquilo que nas lides domésticas, apelidamos de rachar lenha. Nesta parte a banda sonora envolve muita flauta, fazendo-me sentir que estou no meio de uma praça europeia, a ouvir um conjunto oriundo da Bolívia.
Por fim, ocorre o encontro final com Bill, interpretado por David Carradine, falecido em 2009, com algumas revelações surpreendentes.
Estes dois volumes são filmes de grande entretenimento, não têm a qualidade de diálogo de outros títulos do realizador, mas julgo que em filmes de artes marciais não se espera que haja grande paleio.
Fun Fact: Não está posta de parte a possibilidade de Tarantino realizar, Kill Bill Vol. 3, tendo havido já algumas conversações com Uma Thurman para o efeito.
Assim encerro a "análise" aos primeiros cinco filmes de Tarantino, um realizador com um estilo de realização inconfundível, conseguindo trazer para a tela uma estética singular. A violência é outro aspecto presente em todos os seus filmes, algo que tem valido críticas ao realizador. Gostaria de ver Tarantino noutros registos, o que fez até agora foi muito bom, mas sempre na mesma linha.
Quando um ciclo se encerra, outro principia e na próxima semana será visada a carreira de Christopher Nolan.
Até mais ver!
P.S.: Sugestões de temas para próximos ciclos serão bem-vindas.
Kill Bill, dividido em dois volumes, é, basicamente, uma história de vingança de uma assassina profissional (Uma Thurman), conhecida no meio como Black Mamba. Os alvos da sua vendetta são os seus antigos companheiros no esquadrão de assassinos denominado, Deadly Viper Assassination Squad, que compareceram no ensaio do seu casamento e assassinam todos os presentes (tanta morte e não deu nas notícias...). Por mero a caso, "a noiva", grávida, resiste aos ferimentos de bala que a atingem, tendo ficado 4 anos em coma. Após acordar inicia a busca por cada um dos elementos do esquadrão, tendo reservado para o fim Bill, com quem tinha tido um envolvimento amoroso. Julgo que é fácil de imaginar a raiva da "noiva" quando acorda, equivalente ao de uma colmeia pontapeada.
Destaque para os elementos ligados à cultura nipónica/samurai, muitos combates à espada e até um mini-clip de anime. A certa altura, o filme parece um videojogo com níveis e bosses. A melhor parte é sem dúvida a dos Loucos 88, liderados por um dos elementos femininos do esquadrão, O-Ren Ishii (Lucy Liu). É de realçar a luta entre Gogo e Black Mamba, uma das melhores da história do cinema, para mim.
Algo que tem piada é que neste capítulo apenas se vê a mão de Bill enquanto fala. Fez-me lembrar o Dr. Claw, vilão do inspector Gadget, cuja cara nunca se via.
Quentin Tarantino é um realizador que gosta de homenagear outros realizadores, filmes e outras épocas do cinema. São evidentes essas referências, tanto na banda sonora, nas cenas, como até, por exemplo, no fato amarelo que Uma Thurman usa na parte dos Loucos 88, igual ao usado por Bruce Lee no seu último filme, Game of Death (1978).
Fun Fact: É o segundo filme com mais mortes (body counting) de Quentin Tarantino, 95. Apenas atrás de Inglorious Bastards com 396.
6ª Feira - Kill Bill Vol. 2 (2004)
É a continuação do filme anterior. Black Mamba continua na senda pela vingança contra os membros do esquadrão. Em primeiro lugar encontra Budd, interpretado por Michael Madsen, um dos atores fetiches de Tarantino. E depois com Elle Driver, personagem com uma pala no olho, interpretada por Daryl Hannah. Sim, essa mesmo, a atriz de Spash (1984) a mulher sereia, que curiosamente neste filme faz de "pirata".
Pelo meio decorrem algumas cenas que retratam o treino de Black Mamba com o mestre de artes marciais, Pai Mei (parece saído do Ran). Posso dizer que este treino envolvia, aquilo que nas lides domésticas, apelidamos de rachar lenha. Nesta parte a banda sonora envolve muita flauta, fazendo-me sentir que estou no meio de uma praça europeia, a ouvir um conjunto oriundo da Bolívia.
Por fim, ocorre o encontro final com Bill, interpretado por David Carradine, falecido em 2009, com algumas revelações surpreendentes.
Estes dois volumes são filmes de grande entretenimento, não têm a qualidade de diálogo de outros títulos do realizador, mas julgo que em filmes de artes marciais não se espera que haja grande paleio.
Fun Fact: Não está posta de parte a possibilidade de Tarantino realizar, Kill Bill Vol. 3, tendo havido já algumas conversações com Uma Thurman para o efeito.
Assim encerro a "análise" aos primeiros cinco filmes de Tarantino, um realizador com um estilo de realização inconfundível, conseguindo trazer para a tela uma estética singular. A violência é outro aspecto presente em todos os seus filmes, algo que tem valido críticas ao realizador. Gostaria de ver Tarantino noutros registos, o que fez até agora foi muito bom, mas sempre na mesma linha.
Quando um ciclo se encerra, outro principia e na próxima semana será visada a carreira de Christopher Nolan.
Até mais ver!
P.S.: Sugestões de temas para próximos ciclos serão bem-vindas.





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