sábado, 9 de maio de 2020

Ciclos - Christopher Nolan - Batman Begins

4ª Feira - Batman Begins (2005)


Por estes dias os morcegos estão caídos em desgraça, não bastava o Ben Affleck ser o actual Batman, como agora estão a ser responsabilizados pelo desencadeamento desta epidemia que nos assola. 

No entanto, seria impossível não falar  de Batman num ciclo dedicado a Christopher Nolan. O realizador conseguiu revitalizar o franchise da DC Comics no grande ecrã, tendo a trilogia atingido grande sucesso. Apesar do filme mais aclamado ser o Dark Knight, em que o falecido Heath Ledger desempenha o papel de Joker (ou no Brasil, Coringa), o filme que alterou o paradigma da filmografia do super-herói de Ghotam City, através das lentes de Nolan, foi Batman Begins (2005) - o primeiro da trilogia. 

Ao contrário dos filmes anteriores, em que o centro da narrativa era Batman (Christian Bale), este centra-se mais no homem que veste o fato, Bruce Wayne, do que propriamente no super-herói. A história remete-nos para as origens do homem-morcego.

A infância de Wayne tem momentos que definem a  sua personalidade negra e cheia de remorsos. Nomeadamente, a queda num fosso cheio de morcegos (qual Obélix) - algo que marca o inicio da ligação com estes mamíferos alados, e o momento em que assiste ao assassinato dos pais - situação que julga ter ocorrido por sua culpa. Após este último acontecimento abandona a cidade de Ghotam.

Mais tarde, jovem/adulto, segue um processo de treino na Ásia com os seus mentores Henri Ducard e R As Al Ghul (com este nome devia ser filho de pais gagos), em que aprende a lidar com os seus medos e com a sua infância. Na minha opinião, é interessante o desenvolvimento da personagem de Bruce Wayne, a maneira como tem de lidar com o passado e a forma como torna os seus medos em força (deu à personagem muito mais humanidade). Finalizado o treino, sente que deve tornar Ghotam um sítio melhor, através de justiça, não de vingança. Estes dois conceitos são muito importantes ao longo da narrativa do filme.

Apesar das boas premissas e do cativante duelo interior de Bruce Wayne, o filme torna-se um pouco banal quando começa a dar demasiado ênfase aos gadgets (nessa parte parece que entrámos num qualquer 007) e a perseguições de auto-estrada.  Existem também alguns plot holes que não vou desenvolver para não fazer spoil. E para terminar os aspectos negativos, o filme não tem um vilão à altura da grandeza da interpretação de Christian Bale, para mim "o melhor Batman". 

Sem embargo e apesar das questões mencionadas anteriormente, o que sobressai é a capacidade técnica de Nolan e a forma como consegue, através do uso de cores escuras e de uma competente banda sonora de Hans Zimmer, criar um sentimento lúgubre em torno de Bruce Wayne/Batman, é verdadeiramente notável.

Também o elenco é de grande categoria (parece uma saraivada de estrelas), ora notem:
-Michael Caine (2 óscares)
-Gary Oldman (1 óscar)
-Morgan Freeman (1 óscar) 
-Tom Wilkinson (nomeado para 2 óscares)
-Liam Neeson (nomeado para 1 óscar)
-Katie Holmes (ex-mulher de Tom Cruise)
-Cillian Murphy (o Peaky F**ing Blinder)
-Jack Gleeson (quem? o porco do King Joffrey no Game of Thrones). 





Para terminar e em jeito de aparte, quero dizer que o Batman é o meu super-herói favorito. Porquê? Porque no fundo é um gajo, não tem superpoder algum. Quer dizer, é um gajo mas cheio de massa (carcanhol, pilim, cacau, graveto) com capacidade para adquirir o último grito em gadgets e assim lutar contra o crime (agora que penso um bocadinho é um pouco como o Iron Man da Marvel).

Fun Fact: Segundo o Fictional Forbes 15, Bruce Wayne é a sexta personagem ficcional mais rica, com uma fortuna avaliada em 6,8 mil milhões de dólares. Confira a lista:




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