6ª Feira - Inception (2010)
O ciclo dedicado a Christopher Nolan encerra com, provavelmente, o seu título mais sonante, Inception (2010).
Segundo a sinopse da Warner Bros, Dom Cobb (Leonardo Di Caprio) é um ladrão/espião empresarial (vá, um artista) que é capaz de roubar segredos valiosos durante os sonhos, penetrando profundamente no subconsciente da mente, precisamente no momento em que esta se encontra mais vulnerável. Apesar da sua mestria, tornou-se num alvo de mandatos internacionais e pior, na esfera pessoal parece ter perdido quase todos aqueles que amava, nomeadamente os seus filhos e a sua mulher Mal (Marion Cotillard). Tem uma derradeira oportunidade para se redimir. Não com um último roubo, mas com o inverso: A introdução de uma ideia na mente de Robert (Cillian Murph), dono de um enorme conglomerado, algo capaz de alterar o bem-estar da humanidade. Para tal reúne uma equipa para o ajudar, entre eles, Arthur (Joseph Gordon-Levitt), Eames (Tom Hardy) e Saito (Ken Watabe). Curiosamente, se juntarmos as primeiras letras das personagens principais obtemos a palavra DREAMS.
Se me pedissem a mim para resumir o filme, simplesmente recorria ao poema, "Pedra Filosofal", de António Gedeão:
"Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida.
"Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança. "
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança. "
Assim, na minha opinião este filme realizado e escrito por Christpher Nolan tem uma elevada carga poética e, de certa forma, até utópica. Baseio esta ideia, na capacidade que a obra tem de nos levar a imaginar que é possível existir um mundo em que podemos viver dentro dos nossos sonhos, mais, que podemos ser arquitectos dos nossos sonhos. De tornar possível o impossível. De plantar sonhos e esperar que germinem. De querer adormecer e não acordar.
E como se o conceito base não fosse suficiente, o filme oferece-nos acção de cortar a respiração, enaltecida por orgasmos visuais proporcionados por inovadores efeitos especiais. A mesa está posta, o prato principal confeccionado, mas não podemos esquecer o acompanhamento - a excelente banda sonora do Chef Hans Zimmer - a melodia perfeita para nos embalar e, eventualmente, para nos acordar:
Recomendo este filme vivamente, para mim a melhor obra de Nolan. No entanto, deixo uma advertência: é um filme complexo, quase ao nível de fazer um cubo mágico de olhos vendados. Para perceber a história, é necessária uma atenção equivalente à de cirurgião durante um transplante de coração.
Fun Fact: Na sua versão de DVD, o filme tem uma duração precisa de 8.888 segundos.
E assim se conclui esta pequena reflexão da carreira de Christopher Nolan, um realizador que não pára de coleccionar êxitos. Mas quando um ciclo se encerra, outro principia e na próxima semana será visada a carreira de Clint Eastwood (enquanto realizador).
P.S.: Sugestões de temas para próximos ciclos serão bem-vindas
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