quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Ciclos - Oscars 2001-10: Chicago (2003)

 2003 - Nomeados para o Oscar de melhor filme:


- Chicago (vencedor)
- Gangs of New York
- The Hours
- The Pianist
- Lord of the Rings: The Two Towers



Antes de falar de Chicago, tenho de admitir que o género Musical está longe de ser o meu predilecto. Essencialmente por considerar que se adapta melhor ao teatro do que ao grande ecrã. Mas também porque neste tipo de filmes sempre achei non sense (e mesmo um pouco ridículas) aquelas cenas em que de repente se passa de uma acção dita normal para um número musical, geralmente com dança e coreografia à mistura (muito usado em Bollywood). Gostos... Mas tenho de confessar que talvez haja alguma inveja! Neste tipo de filmes todas as personagens sabem cantar e dançar, enquanto eu sou um verdadeiro trambolho... seria interessante pensar num casting para um musical em que, para alguns papéis, escolhessem pés-de-chumbo e canas rachadas, isto a bem da diversidade...afinal num peito de um desafinado (e descoordenado) também bate um coração. 

Chicago foi realizado por Bob Marshall e baseou-se na peça musical de Fred Ebb e Bob Fosse, levada a palco pela primeira vez em 1975. Que por sua vez  já era uma adaptação da peça da Maurine Dallas Watkins de 1926, jornalista que terá baseado a trama em factos verídicos. (Que matrioska de Chicagos)

Naturalmente, a história decorre na cidade de Chicago, durante os efervescentes culturalmente e loucos anos 20, centrando-se em duas personagens femininas, Velma Kelly (Catherine Zetta-Jones) e Roxie Hart (Renee Zellweger). Estas duas femme fatales são assassinas que se conhecem na prisão e têm ambas uma ambição desmedida pela fama, o que as torna grandes rivais. Pelo meio da contenda entre estas artistas, intromete-se o famoso e influente advogado Billy Flynn (Richard Gere), contratado pelo marido de Roxy com o objectivo de obter a sua absolvição. 

Além da trama intrincada, do desempenho excepcional do elenco principal, considero que merecem destaque os extraordinários números musicais (exemplo abaixo) e a caracterização que têm a habilidade de nos fazem viajar para o universo dos chanfrados anos 20. Mesmo não adorando musicais, depois de assistir a este filme fiquei com alguma vontade de ir ver a peça  em teatro (por acaso, em cena neste momento no Teatro da Trindade em Lisboa). 




Desde Oliver! em 1968 que nenhum musical ganhava o Oscar para melhor filme, contudo em 2003, Chicago arrecadou a estatueta mais ambicionada. E não se pode dizer que não tivesse concorrência de peso, tanto The Lord of The Rings como The Pianist eram candidatos de respeito, o que tornou a vitória ainda mais retumbante.

Fun Fact: Catherine Zetta-Jones encontrava-se no início de uma gravidez durante a rodagem deste filme, tendo sido necessário recorrer a duplos em algumas cenas para disfarçar a barriga que em alguns planos já era notória.

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