domingo, 1 de novembro de 2020

Ciclos - Oscars 2001-10: O Regresso do Rei (2004)

  2004 - Nomeados para o Oscar de melhor filme:


- The Lord of The Rings: The Return of The King (vencedor)
- Mystic River
- Lost in Translation
- Master and Commander 
- Seabiscuit



Realizado por Peter Jackson e baseado na obra literária de J. R. R. Tolkien, The Return of The King é o terceiro e último capítulo da trilogia The Lord of The Rings. Com a conquista do Oscar para melhor filme, este título marca a consagração da saga, depois de The Fellowship of The Ring e The Two Towers terem também estado nomeados  para  a categoria mais importante dos prémios da Academia, em 2002 e 2003 respectivamente. 

Embora só em 2004, tenha atingido o patamar máximo ao nível dos prémios, a trilogia desde o início foi um retumbante sucesso de bilheteira. Um sucesso ainda maior caso se inclua na análise a prequela do Hobit. Só em termos de receitas de bilheteira, o franchise atingiu quase 7 mil milhões de dólares, perante um orçamento acumulado de cerca de mil milhões de dólares, ou seja, um retorno de 586% (nada mau). E curiosamente, o Regresso do Rei foi de todos os filmes, o que obteve uma receita superior, cerca de 1,1 mil milhões de Dólares. Uma autêntica cash cow bem ordenhada por Peter Jackson (peço desculpa pela imagem). À data, apenas Titanic tinha tido uma receita superior, mais de 2 mil milhões de dólares. 


A narrativa do Regresso do Rei segue a jornada de dois Hobbits (seres anões, mas com uns pés enormes e peludos), Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin), a caminho de Mordor com objectivo de destruir o anel (the One Ring). Os dois pequenos Hobbits, entre tantos perigos, estão entregues à sua sorte e ao seu guia, o repugnante Gollum/Smeágol (na altura a animação de Gollum foi considerada revolucionária). Gollum já possuiu o anel e vive num dilema interior, entre querer ajudar os dois pequenos Hobbits e recuperar o anel para si (o seu precious). 



Paralelamente, decorre a acção em Isengard, onde Galdalf (Ian McKellen), Aragorn (Viggo Mortensen), Legolas (Orlando Bloom), Gimli (John Rhys-Davies) e o Rei Rohan (Miranda Otto) encontram Merry e Pippin, os outros dois hobbits que participam nesta aventura. E a partir daqui, a luta entre o bem e o mal segue o seu percurso com os volte-faces habituais deste tipo de histórias.  Adoro a rivalidade amigável entre o anão brutamontes Gimli e elfo estiloso Legolas para ver quem consegue matar mais inimigos, quem terá ganho. Eis a contagem:




Na altura em que saiu, a trilogia The Lord of Rings apresentou-se como revolucionária ao nível dos efeitos especiais, sendo inegável o seu contributo para o desenvolvimento de novas formas de usar tecnologia no cinema. No entanto, esta saga é muito mais do que um primor técnico. É uma adaptação extraordinariamente bem conseguida das palpitantes aventuras, meio mediavais, meio místicas, criadas por Tolkien. Não é uma simples história do Bem contra o Mal. É uma história de fortes que se tornam fracos, de fracos que se tornam fortes, de fracos que são fortes e de fortes que são fracos. É um épico intemporal, daqueles filmes para passar naquelas datas especiais do ano, como Natal ou a Páscoa. 

Destaque final para o elenco desta saga, é mesmo uma enorme constelação de estrelas, cujas performances não têm mácula. Além de todos os nomes mencionados anteriormente, não esquecer ainda a presença de outros vultos do cinema, nomeadamente, Christopher Lee como Sauroman, Hugo Weaving como Elrond ou Cate Blanchett como Galadriel.
 


Em 2004, o Óscar para melhor filme não podia ter outro destino, era mais que merecida a consagração da trilogia. Todavia, nesse ano havia competição interessante, nomeadamente, Mystic River de Clint Eastwood ou Lost in Translation de Sofia Coppola, dois filmes de que gosto bastante. 

Fun Fact:  Um filme normal tem cerca de 200 efeitos especiais, The Return of The King teve 1.487.

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