Sir Charlie Spencer Chaplin, mais conhecido por Charlie Chaplin, nasceu em Inglaterra no final do Séc. XIX e é um dos grandes vultos da história do cinema. Na maior parte dos seus filmes assumiu o papel de ator principal, guionista e realizador. Ganhou destaque na era do cinema mudo, género em que se notabilizou graças aos seus impressionantes dotes mímicos e ao seu humor físico.
A sua personagem mais emblemática foi The Tramp (não confundir com Trump) conhecido por Charlot na Europa. Como podemos observar pela imagem abaixo, The Tramp caracterizava-se por envergar roupa desgastada, bengala, sapatos enormes e chapéu de Coco. Tinha uma forma de andar muito característica que consistia em dar passos com os pés abertos para o lado, quase como um pinguim. E na cara, mesmo por debaixo do nariz usava um bigode aparado dos lados, um bigode que infelizmente uns anos depois cairia em desgraça, uma vez que foi o bigode de Hitler, personalidade que iria ser alvo de uma sátira num filme do próprio Charlie Chaplin - O Grande Ditador (1940).
Desta época, os filmes que mais me marcaram de Charlie Chaplin foram The Kid (1921), Gold Rush (1925), City Lights (1931) e Modern Times (1936).
The Kid (1921)
Poderia ter escolhido qualquer um dos filmes que referi anteriormente, pois qualquer um deles tem grande qualidade e graça, mesmo quando vistos com os olhos de hoje. Todavia, tinha de escolher um e resolvi optar por The Kid, a primeira longa-metragem dirigida por Charlie Chaplin, muito provalvelmente por ter sido o primeiro que vi, pelo menos é o que a minha memória indica. Mas não só, é também um filme daqueles que tem o dom de nos levar num carrossel de emoções, do genuíno riso, à emoção capaz de fazer brotar uma lágrima dos nossos olhos. Não é por acaso que o título de abertura versa o seguinte: A comedy with a Smile and perhaps a tear.
The Kid conta a história de The Tramp - um pé rapado que vive no limiar da pobreza na grande cidade - e o garoto - um bebé abandonado num caixote do lixo que viria a ser encontrado por Tramp. Este apesar de todas dificuldades recolhe o bebé e cria-o como se fosse seu. À medida que vai crescendo, o miúdo começa a ajudar Tramp em alguns esquemas para ganhar uns trocos e assim fintar a miséria e a fome. A ligação dos dois é comovente e enternecedora. Porém, uma mãe, a mãe (?) aparece, o que será que vai acontecer?
Apesar da narrativa ser simples, o humor físico de Chaplin aliada à simbiose criada com o garoto, fazem deste filme uma obra extraodinária e intemporal. Encontram-se versões no YouTube, se tiverem interesse e quiserem dar umas boas gargalhadas e, mesmo, soltar uma lágrimazinha fica a sugestão:
Fun Fact: A boa química existente entre Charlie Chaplin e Jackie Coogan (o garoto) foi alimentada pela excelente relação que ambos tinham também fora dos ecrãs.
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