Gato Preto, Gato Branco (1998)
Aqui há gato... aliás gatos, um preto e um branco, pelo menos no título e aqui ali no filme que vos proponho hoje: Gato Preto, Gato Branco de Emir Kusturica.
Kusturica atingiu o auge da sua carreira entre o início dos anos 80 e o final dos anos 90, com titulos como, When Father Goes away from Business (1985), Time of Gypsies (1989), Arizona Dream (1993), Underground (1995) e finalmente, Black Cat, White Cat (1998). Os seus filmes sao reconhecidos pela sua criatividade, caos, interacções étnicas e, claro, a música tradicional constante. Nos últimos anos assumiu algumas posições políticas controversas, com alguma aproximação a Putin, principalmente aquando da anexação da Crimeia.
Gato Preto, Gato Branco, comporta todos os elementos da cinemografia de Kusturica referidos anteriormente. A sua narrativa centra-se num grupo de ciganos que vive junto às margens do Danúbio, sobrevivendo de negociatas e esquemas que chegam a envolver casamentos arranjados para saldar dívidas entre famílias.
O filme tem um tom humorístico bastante vincado, aqui e ali um pouco pateta demais, mas que acaba por ser magnetizante dado o seu non sense. Por exemplo, frequentemente aparece um porco a comer peças de um carro abandonado. Destaque ainda para o retrato interessante que é dado de uma época e de uma europa mais desconhecida para os mais ocidentais. E por fim, a música tradicional/étnica, elemento fundamental e constante da obra do autor.
Onde ver: Filmin
Rating: 4/5
Fun Fact: Em vez do titulo escrito na introdução do filme, perece uma fotografia de um grato branco e de um gato preto.
Miauuu, amanhã talvez haja mais (estou com humores de gato).


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