quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Filmes de Verão - #2 - Wolfie Amadeusss Mozart

Muitas vezes é no verão que as pessoas têm mais tempo para ver filmes, quer seja por estarem de férias, quer pelo trabalho que acalma ou até mesmo porque outras atividades lúdicas são interrompidas. O mesmo acontece comigo e encontrando-me de férias resolvi lançar um desafio a mim mesmo: propor todos os dias até final de agosto, um filme por noite. As propostas serão feitas de forma telegráfica, procurando alternar entre géneros, antiguidade e plataforma de visualização (cinema, cabo, streaming, Dvd, Blue-Ray, Laser Disc, VHS, Betamax.... se calhar estou a exagerar, mas perceberam a ideia)

Amadeus (1984)

Estou longe de ser um especialista em música clássica, na verdade, em música no geral. Não sei tocar sequer o "Parabéns a Você" na flauta. No entanto, atrevo-me a dizer que Mozart terá sido dos maiores génios da história da música.

Houve uma altura em que resolvi estudar a ouvir música clássica e Mozart fazia parte das playlists habituais do género. Todavia, era impossível concentrar-me a ouvir as suas obras. É tão sublime, que a atenção resvalava quase sempre da aborrecida matéria, para as hipnotizantes notas que me entravam pelos ouvidos. Aproveito para partilhar uma das peças que mais gosto do seu Requiem. 


 
Incentivado (obrigado?) pelo pai, Mozart aos 4 anos já sabia tocar piano e aos 5 começou a compor. Eu e a maior parte das pessoas com essas idades mal sabíamos apertar os atacadores. Na adolescência foi contratado como músico na corte em Salzburgo, aos 15 anos chega a Viena e é na capital austríaca que conquista a fama, apesar de viver quase sempre em dificuldades financeiras. Viria a morrer na miséria aos 35 anos, deixando um legado intemporal, entre os quais, várias óperas, sinfonias e concertos.  O devido reconhecimento apenas surgiria anos mais tarde e o seu génio é louvado ainda nos dias de hoje. 

Em 1984, Milos Foreman deu vida a Mozart no grande ecrã e de uma forma absolutamente extraordinária, através do épico biográfico, Amadeus. A história é narrada por Antonio Salieri (F. Murray Abraham), compositor contemporâneo de Mozart (Tom Hulce), que nutria por ele um misto de fascínio e inveja. Nos seus relatos e em jeito de confissão, considerava que Deus o tinha injustiçado, dando um talento único a uma criatura vulgar e que ele, Salieri, tão casto e devoto não tinha sido agraciado com semelhantes dotes, tendo, imerecidamente, sido esquecido pelo público. Todavia, o ódio que sentia era tão grande como a admiração que tinha por Mozart. Com a sua notável interpretação de Salieri, Abraham mereceu de forma justa o oscar para melhor actor. 

Visualmente, Amadeus é magnífico, boa fotografia, caracterização de cenários e personagens impecáveis. No entanto, a banda sonora, toda ela obra de Mozart, destaca-se, como não poderia deixar de ser. Por isso, recomendo que vejam o filme, se possível, com um bom sistema de som. Nota final para Tom Hulce que, segundo consta, terá estudado música e praticado as peças de Mozart afincadamente, tendo sido o próprio a tocar os instrumentos sem recurso a duplos no filme.


Onde ver: Nestas próximas semanas é possível ver Amadeus no Cinemundo. 

Rating: 5/5

Fun Fact:  O filme reavivou o interesse na obra de Salieri que, até então, estava remetida à obscuridade. 

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