Godzilla Minus One (2023)
A humanidade
desde tempos imemoriais foi criando os seus monstros. Algumas das vezes os monstros
pretendiam retratar um medo ou uma dificuldade. Exemplo disso é o Adamastor,
sendo este o retrato do pavor que os marinheiros tinham só de pensar no cabo
das tormentas.
Tal como o Adamastor,
a concepção do Godzilla ( ou Gojira) em 1954 está conectado com o medo. No caso,
o medo das armas nucleares dos japoneses, bem presente após as bombas de Hiroshima
e Nagazaki. Aliás a destruição que Godzilla provoca é em tudo similar à destruição
desencadeada por bombas. Já o seu tamanho foi inspirado no gigantismo de King Kong, monstro qie teve a sua primeira aparição num filme de sucesso estreado nos anos 30.
Já houve mais de
3 dezenas de filmes do Godzilla e o conceito parecia completamente esgotado,
quando no ano passado estreou um novo filme japonês, mais sóbrio e introspetivo.
A história centra-se num piloto kamikaze, Shikishima, atormentado pela culpa e pelos
traumas da segunda guerra mundial, talvez refletindo o sentimento do próprio Japão. O aparecimento
do Godzilla, obriga o povo que estava dividido a unir-se para enfrentar a besta
que os ameaça.
Para um filme de
orçamento relativamente baixo, os efeitos especiais são muito interessantes, algo
que valeu a esta obra nipónica o Oscar para melhores efeitos especiais.
Fun Fact: Em vez
de criar um novo rugido, a equipa de som simplesmente reproduziu o rugido
original do Godzilla em altifalantes altos e gravou o áudio.
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