A Extraordinária vida de Ibelin (2024)
Podíamos referimo-nos a este documentário da Netflix de forma alternativa como o fabuloso destino de Ibelin, pelo menos no mundo do World of Warcraft.
Uma vez que na vida real, Ibelin nasceu com uma doença degenerativa, que o impedia de ter uma vida normal. Desde cedo ficou submisso a uma cadeira de rodas e aos poucos o seu estado foi-se deteriorando. Não saia de casa, não podia praticar desporto ou brincar com os amigos e parecia (parecia…), cada vez mais isolado e distante do mundo. Apenas jogava videojogos. Estava entregue a um fim inexorável, fim esse que haveria de chegar bem cedo na vida do jovem.
Após falecer, os pais descobriram que Ibelin tinha um blogue. E com o objetivo de informar os seus leitores, publicaram uma mensagem a relatar o seu falecimento. Para surpresa dos progenitores, nos dias que se seguiram, choveram emails da comunidade do World of Warcraft. A maior parte dessas mensagens lamentavam a partida de um elemento importante daquela comunidade. Ibelin afinal tinha outra vida! Tinha amigos, tinha personalidade, tinha um papel importante naquela sociedade virtual. A restante parte do documentário foca-se nas relações e vivências que Ibelin desenvolveu naquele jogo.
É uma bela história da vida real e de que como nos dias que correm, o mundo está mesmo à distância de um clique (esta do clique foi um belo clichê).
Fun Fact: Em entrevistas, Benjamin Ree (o realizador)afirmou que o filme foi concluído sem a autorização inicial da Blizzard, empresa detentora dos direitos de World of Warcraft. Foi um grande risco, mas necessário para garantir o estatuto independente do filme. Quando o filme ficou pronto, a equipa de produção contactou a Blizzard e viajou até à Califórnia para mostrar o filme. Após a projeção, vários dos chefes da empresa choraram e concederam os direitos necessários.


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