Casino (1995)
Os dados rodam, a roleta roda, as slot machines rodam e roda muito dinheiro nos casinos, sendo coisa certa que a casa ganha sempre. Os jogos de sorte ou azar levam muitas vezes que se assista nos casinos a montanhas-russas de emoções. E quando o dinheiro envolvido é muito, este atrai muitos batoteiros, chicos-espertos e gananciosos da pior espécie.
O ambiente
descrito anteriormente é propício a que a Máfia entre no jogo. Em Casino de Martin
Scorsese é precisamente isso que acontece, um grupo de crime organizado entra
em cena, sendo que os dois principais protagonistas são dois amigos: Sam Rothstein
(Robert De Niro) como o grande executivo do Casino Tangiers, gere as operações
do casino com mão-de-ferro e dá muito dinheiro a ganhar à organização mafiosa. E
Nicky Santoro (Joe Pesci) um capanga violento, que trata dos assuntos mais “complicados”.
Ambos tem muito
sucesso numa fase inicial, tomando o controlo de Vegas, mas aos poucos vão-se
desleixando. Sam começa a perder o controlo do Casino, tomando algumas decisões
politicamente erradas. Enquanto o irascível Nick, devido ao excesso de consumo
de álcool e drogas seu e do seu bando, torna-se cada vez mais violento e fica sob
controlo apertado do FBI.
Para complicar, há mulher fatal ao barulho: Ginger McKenna (Sharon Stone). Ginger é uma prostituta de luxo cuja vocação é levar jogadores a perder dinheiro mais facilmente. Um dia cruza-se e apaixona-se por Sam. Acabam por casar e ter uma fillha. Tudo muito lindo, mas o problema é que Ginger nunca deixou verdadeiramente o seu xulo, Lester (James Wood). Tal facto faz com que Ginger e Sam discutam muito, levando Ginger a pedir ajuda a Nicky. Atalhando caminho, Ginger, Sam, Lester e Nicky vão formar um quadrado amoroso que ainda vai adensar ainda mais a trama que, sem surpresas, irá desaguar em tragédia.
Continua a ser um
filme extraordinário de Scorsese, abrilhantado pelas performances de Sharon
Stone, Rober De Niro e Joe Pesci.
Se fosse possível resumir este filme numa palavra, esta seria Ganância, pois é ela que leva as personagens da ascensão à queda.
Fun Fact: A maior
parte das conversas entre Robert De Niro e Joe Pesci foram improvisadas. Martin
Scorsese apenas indicava quando começar e quando acabar, o resto era com eles.
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