Ano novo, Rubrica Nova! Assim, este cantinho blogosférico dá início à rubrica "Filme da Semana", espaço, como o nome indica, em que irá ser proposto e analisado um filme por semana. Aceitam-se sugestões!
Good Bye, Lenin! (2003)
Para começar, decidi avançar para um filme alemão - Good Bye, Lenin! de Wolfgang Becker - talvez um título menos conhecido do público português, apesar de ter tido algum sucesso e uma boa recepção por parte da crítica a nível mundial. Aliás o cinema europeu, tirando alguns filmes franceses, tende a passar despercebido por cá.
Neste cenário, o jovem Alex (Daniel Bruhl) participa num protesto contra os comunistas e é preso. Tal acontecimento provoca um ataque cardíaco na sua mãe (Katrine Sab), uma acérrima defensora do regime, atirando-a para um coma profundo. Durante este seu estado, dá-se a queda do muro de Berlim e a Alemanha é reunificada.
Contra todas as probabilidades, a mãe acorda do seu sono profundo. Apesar de se encontrar num estado débil e amnésico, tem consciência. Com receio de novo ataque cardíaco, Alex tenta encobrir o facto do regime comunista ter caído e da Alemanha ser agora una. Algo extremamente complicado, uma vez que muitos dos produtos que existiam deixaram de ser produzidos, a rede de televisão passou a ser a ocidental e marcas conotadas com o capitalismo começaram a aparecer na parte leste, como por exemplo, a Coca-Cola.
É um filme dramático, emotivo, mas com momentos cómicos. É uma viagem interessante à Alemanha de Leste logo após a queda do muro de Berlim. De um momento para o outro, e de uma forma acelerada, este país passou do Comunismo para o Capitalismo.
Fun Fact: O argumento do filme é vagamente inspirado nos dois últimos anos de Lenin, que vivia num ambiente controlado, tal como a mãe do filme. Com a justificação de salvaguardar a saúde de Lenin, evitando que este contactasse com notícias sobre eventos que lhe podiam causar demasiada excitação, Stalin mandou criar uma edição alternativa do jornal fornecida a Lenin, onde todos os factos "sensíveis" eram simplesmente censurados.

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