sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Advento 2020 - 25/25 - The Godfather (1972)

 No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes. 

The Godfather (1972)

Depois de passada a consoada, espero que tenham tido uma noite feliz e que estejam ainda com a barriguinha cheia. Chegou o fim do advento e simultaneamente este calendário cinematográfico. Tentei intercalar clássicos intemporais, alguns títulos recentes de que gostei e ainda alguns filmes mais natalícios. 


Contudo ainda falta apresentar o derradeiro filme - o número 25 - para tão ilustre posição resolvi escolher The Godfather (Poderoso Chefão no Brasil). Foram 4 os motivos que me levaram a esta opção: 1) inegavelmente é um dos melhores filmes de sempre; 2) o Natal é o dia da família, The Godfather é o filme da família; 3) uma parte considerável da acção decorre no Natal e 4) a primeira vez que o vi, foi num dia de Natal, aliás vi a trilogia toda nesse mesmo dia. 


The Godfather é uma obra-prima realizada por Francis Ford Coppola, baseada num romance de Mario Puzo e com banda sonora de Nino Rota. A história centra-se na família Corleone, família ligada à máfia italiana em Nova Iorque e cujo Padrinho (o Chefão) é Vito Corleone (Marlon Brando). As primeiras cenas decorrem durante o casamento da filha de Vito, Connie (Talia Shire, a mulher de Rocky), em que entre as festividades, é possível observar vários convidados a pedir favores e a prestar vassalagem ao Padrinho (o chamado beija mão). Estes primeiros minutos são sublimes, Brando tem um desempenho ímpar como Vito, impondo respeito com a sua voz áspera, olhar sem expressão e os maneirismos típicos de alguém com muito poder. Tudo isto enquanto faz festinhas na barriga de um gatinho. Não vou adiantar mais da narrativa para não fazer spoil, mas irei fazer uma breve apresentação do dos principais elementos do núcleo da família Corleone, a saber:

- Vito Corleone (Marlon Brando): o Padrinho, o homem mais poderoso. Controla polícias, políticos e juízes. Tem a seus pés um conjunto de vassalos. Violento sempre que é preciso e implacável com aqueles que não lhe são leais.

- Sonny Corleone (James Caan): Filho mais velho e o primeiro na linha de sucessão. No entanto, a sua irascibilidade e impetuosidade, mesmo perante assuntos banais ,não parecem compatíveis com o papel de futuro Padrinho.  

- Tom Hagen (Robert Duvall): O filho adoptivo de Vito é o conselheiro e o advogado da família. É o menos emotivo, talvez por não ser de origem italiana, sendo de longe o mais ponderado. É de uma lealdade extrema, mesmo em situações em que é ultrapassado na hierarquia. Muitas vezes é a voz da razão.

- Fredo (John Cazale): O irmão do meio, mentalmente débil e parece quase sempre alheado da realidade e dos negócios da família. É cobarde e talvez tenha um ligeiro atraso, não lhe sendo por isso confiadas tarefas de responsabilidade. 

- Michael (Al Pacino): Herói de guerra, o filho mais novo no início do filme demarca-se da família, considerando-se alguém que não praticava certos actos. Durante o casamento da irmã chega a afirmar à sua namorada e futura mulher, Kay (Diane Keaton): That's my family Kay, not me! No entanto, os acontecimentos subsequentes, demonstraram precisamente o contrário. Michael irá romper com a moralidade e tornar-se no natural sucessor do pai. 

Francis Ford Coppola criou um verdadeiro épico do cinema. Em The Godfather tudo é perfeito. Para terminar gostaria de destacar: o magnífico desenvolvimento da história e das personagens, em aumento de tensão até ao desfecho de cada acto; e o magnífico elenco que dispensa apresentações. 

Fun Fact: Marlon Brando colocou algodão nas bochechas durante a sua audição para o papel de Vito Corleone. O seu objetivo era dar um ar de bulldog à personagem. Durante a rodagem do filme, usou uma prótese usada por um dentista. 

Advento concluído! Espero que tenham gostado das sugestões e que vão acompanhando os novos posts deste blogue. 



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