América Proibida (1998)
Se houvesse uma definição cinematográfica de drama racial americano, creio que seria muito aproximada daquilo que é apresentado em América Proibida de Tony Kaye. O filme assenta bastante no sucesso da química e na tensão criadas pelas excelentes performances de Edward Norton e Edward Furlong, cujos papéis são os de dois irmãos que, no início, incitam o ódio e defendem a superioridade da raça branca; inclusivamente, fazem parte de um bando de neonazis, mas aos poucos vão percebendo que o mundo é mais complexo e que o certo e o errado não escolhem cor.
O recurso a flashbacks a preto e branco, para contar episódios dramáticos ocorridos no passado funciona muito bem, pois ajuda a contextualizar os acontecimentos que têm lugar no presente. A narrativa funciona quase como um jogo de ação e consequência, consequência e ação, passando por culpa e arrependimento, ódio e perdão.
Edward Norton, justamente, foi nomeado para o Oscar de melhor ator, tendo perdido para um ator que mereceu destaque neste calendário do advento, Roberto Benigni com o seu A vida é bela.
Fun Fact 1: O realizador Tony Kaye e os atores Edward Norton e Edward Furlong entraram em conflito devido a divergências quanto à edição final, tendo os atores conseguido fazer algumas alterações que na óptica do realizador distorceram a visão que este tinha para o filme. Tony Kaye quis abandonar o projeto, chegando a afirmar que não ficou satisfeito com o desempenho de Norton e que o filme tinha ficado por acabar.
Fun Fact 2: Reza a lenda que Norton, no seu processo de ganhar peso e massa muscular para o papel, pediu uns conselhos a Arnold Schwarzenegger.
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