sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Advento 2022 - #27 - Casablanca (1942)

Casablanca (1942)

A dada altura da segunda grande guerra, a cidade de Casablanca tornou-se num entreposto de refugiados, a maior parte deles com algum dinheiro e muitos vindos de Paris. O objetivo era um e apenas um: obter um visto para viajar para Lisboa e a partir daí conseguir fazer a ponte para as Americas. Enquanto tentavam obter o visto das autoridades francesas ou em alternativa no mercado negro, estes refugiados esperavam e esperavam e esperavam em Casablanca. Se tivessem o azar de apanhar um voo da tap ainda esperavam mais…


Neste contexto, Rick Blaine (Humphrey Bogart), um expatriado americano, explora um café com grande reputação, local de encontro de figuras do estado, autoridades, espiões e operadores do mercado negro. Numa determinada noite, entra pelo café adentro Ilsa Lund (Ingrid Bergman), primeiro reconhecida por Sam (Dooley Wilson), o fiel pianista/cantor de Rick, a quem Ilsa pede para entoar velhas canções, nomeadamente, a Time Goes By. E depois o inesperado encontro com Rick. Percebe-se que entre os dois existe um amor passado, muito possivelmente em Paris. Contudo agora, Ilsa está com outro homem, Victor Laszlo (Paul Hereid), um líder da resistência contra a tirania nazi e que tem a cabeça a prémio no III Reich.



Casablanca, obra de Michael Curtiz, é um filme quase perfeito. A base é uma história de romance arrebatadora, de fazer chorar as pedras da calçada, mas com intriga e ação à mistura. O corpo e o sentimento são entregues pelos extraordinários atores que compõe o elenco, desde os principais, Ingrid Bergman e Humphrey Bogart, até aos secundários, Claud Rains, Conrad Veidt ou Peter Lorre. A harmonizar tudo está a excelente banda sonora, com a permanência de músicas intemporais ao longo de todo o filme, várias delas cantadas pelo ator/músico Dooley Willson.

Fun Fact: Dooley Wilson (Sam) era um baterista profissional que no filme (desculpem estragar a magia) fingia tocar piano. Como a música foi gravada ao mesmo tempo que o filme, o tocar do piano foi na verdade uma gravação de uma actuação de Jean Vincent Plummer que tocava atrás de uma cortina, mas estava posicionado de tal forma que Dooley podia ver e copiar os seus movimentos das mãos.

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