The Fabelmans (2022)
Este filme é um mergulho de cabeça no âmago de Steven Spielberg! Através da história da família Fabelman, o realizador abre as portas da sua infância/juventude, revelando algumas das motivações que o levaram a apaixonar-se pelo cinema.
Mas quem são os Fabelman? Uma simples família de classe média americana de origem judaica com alguns traços peculiares (mas que família não as tem?). Moravam no Arizona, entre o deserto e a Natureza, numa altura em que se viviam os anos doirados de crescimento económico do pós segunda guerra. Esta época coincide com o grande desenvolvimento do cinema e da televisão. O pequeno Sam Fabelman desde miúdo mostra-se hipnotizado pelos filmes, tentando recriar cenas que via no cinema, utilizando uma pequena câmera para o efeito. Mais crescidito, começa a fazer pequenas produções caseiras e na escola, utilizando as suas irmãs e colegas como atores. Esta parte do filme é bastante engraçada, onde é possível ver Sam a preparar efeitos práticos/especiais muito inventivos, mas extremamente eficazes. No fundo mostra aquilo que um realizador tem de ser: um ilusionista que consiga enganar o espectador, transformando a fantasia em realidade.
Outro aspecto interessante que o filme aborda é o das escolhas. A vida é feita delas e por vezes é preciso de abdicar de certas coisas para alcançar outras. Por vezes sofre a família, por vezes sofre a carreira. O equilíbrio perfeito é quase impossível de alcançar.
Fica uma recomendação para ir ao cinema neste natal. Tive a oportunidade de ir ontem à ante‐estreia e saí bastante agradado com o que vi. É uma ode ao cinema, quer para espectadores, quer para autores/criadores.
Fun Fact: Muito provavelmente, este filme marca a última colaboração entre Steven Spielberg e o seu compositor de eleição, John Williams. O compositor anunciou recentemente que se ia reformar/retirar.


Sem comentários:
Enviar um comentário