sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Best of 2022 ou uma mera lista de destaques

O ano está a dar as últimas e nesta altura é habitual fazer alguns balanços (nesta fase prefiro isso do que ir à balança...). No que respeita a filmes, os de super-heróis continuaram a ser presença assídua nas salas de cinema, com destaque para o regresso de Batman. Houve também algum revivalismo com o regresso de Top Gun e do cinema espetáculo sem a porcaria dos efeitos especiais e das telas verdes. Ainda sobrou algum espaço para loucuras no multiverso… Bem, mas sem mais delongas, este é o meu TOP 5 ou um mera lista de destaques de 2022 (ordenado pela data de estreia).

1. The Batman


Então como se safou o Pattinson? Enquanto Batman bateu bem, como diria Ronaldo ao Moutinho. Gostei muito do seu papel de detetive ao lado de Jeffrey Wright. Já como Bruce Wayne esteve muito enjoadito. Parecia um miúdo mimado a precisar de um par de estalos. E por falar em "safar" (palavra horrível utilizada pela garotada de hoje), o Bat safou uma ganda gata, Zoe Kravitz, que está muito bem no papel de Catwoman. E vilões? São 2? Não, são 3 ou 4. Com o maior dos destaques para Paul Dano no papel de Ridler. Tão doentio que fez lembrar Kevin Spacey em Se7en. Por fim, uma palavra para o cenário. Gotham está gótica, sombria, mafiosa, uma autêntica cidade das trevas, onde a única luz é a de um cavaleiro negro.

2. Top Gun: Maverick


A história até é previsível, sem grandes floreados, contudo é extremamente eficaz para o propósito final: puro entretenimento. Claro que este projecto não teria sido possível sem Tom Cruise, alguém que parece nos últimos anos ter como missão voltar a trazer pessoas ao cinema. O seu cunho pessoal é indelével, muito graças à sua disponibilidade para participar no máximo de cenas de acção possível, quase sempre dispensando duplos. Nota para uso limitado de CGI (efeitos especiais computorizados), algo que tornou as cenas com os aviões de cortar a respiração. Viva o cinema pipoca, viva o cinema em sala, viva o Tom Cruise, viva o cinema espetáculo, abaixo o CGI, viva o Cinema!

3. Tudo em todo o lado ao mesmo tempo


E o que posso dizer deste filme? Tive a oportunidade de ver a ante-estreia e fiquei completamente atordoado. E simultaneamente, fiquei com a sensação que o processo criativo se baseou num brainstorming levado a cabo por um grupo de pessoas viciadas em LCD, em que não houve nenhuma ideia posta fora. Resultado: uma história de universos paralelos, salpicados por eventos surreais, criando um caos cómico de onde não queremos sair. Para os mais atentos, não passarão despercebidas várias referências a outros filmes.

Fun Fact: para manter o argumento imune a spoilers, a sinopse do filme cinge-se à seguinte frase: uma senhora tenta tratar dos seus impostos.

4. All Quiet on Western Front ou na sua língua original, Im Westen nichts Neues


A acção do filme decorre durante a primeira guerra mundial, centrando‐se bastante nas batalhas de trincheira, lutas verdadeiramente sanguinárias que ceifaram a vida a milhares de jovens a troco de uns centímetros de terra. Simultaneamente é retratada a falta de humanidade dos responsáveis políticos e militares que não souberam ter a ponderação de pôr termo de forma mais célere e piedosa ao conflito.

Tendo em conta o excelente elenco, fotografia, argumento e por ser um verdadeiro tratado anti‐guerra, arrisco dizer que estamos perante um dos melhores filmes do ano! Caso seja subscritor da Netflix, não perca a oportunidade de ver esta obra de Edward Berger


5. The Fabelmans


Este filme é um mergulho de cabeça no âmago de Steven Spielberg! Através da história da família Fabelman, o realizador abre as portas da sua infância/juventude, revelando algumas das motivações que o levaram a apaixonar-se pelo cinema.

Mas quem são os Fabelman? Uma simples família de classe média americana de origem judaica com alguns traços peculiares (mas que família não as tem?). O pequeno Sam Fabelman desde miúdo mostra-se hipnotizado pelos filmes, tentando recriar cenas que via no cinema, utilizando uma pequena câmera para o efeito. Mais crescidito, começa a fazer pequenas produções caseiras e na escola, utilizando as suas irmãs e colegas como atores. Esta parte do filme é bastante engraçada, onde é possível ver Sam a preparar efeitos práticos/especiais muito inventivos, mas extremamente eficazes. No fundo mostra aquilo que um realizador tem de ser: um ilusionista que consiga enganar o espectador, transformando a fantasia em realidade. Ainda nos cinemas, não perca a oportunidade de o ir ver em família. 

Termino com um simples, BOM 2023! (vejo sempre malta enjoado na altura de comer as passas à meia-noite... mas digo sempre, amigos, isso passa!)

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