Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo (2022)
O frio começa a aparecer, as ruas já estão iluminadas (pelo menos até às 22h00), o Perú está gordo, o bacalhau a ir para o molho e os centros comerciais à pinha. É também altura de fazer balanços do ano. E sem dúvida nenhuma que um dos filmes que merece ser realçado é: Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo.
E o que posso dizer deste filme? Tive a oportunidade de ver a ante-estreia e fiquei completamente atordoado. E simultaneamente, fiquei com a sensação que o processo criativo se baseou num brainstorming levado a cabo por um grupo de pessoas viciadas em LCD, em que não houve nenhuma ideia posta fora. Resultado: uma história de universos paralelos, salpicados por eventos surreais, criando um caos cómico de onde não queremos sair. Para os mais atentos, não passarão despercebidas várias referências a outros filmes.
Acredito que a catadupa de cenas non sense desta obra de de Daniel Kwan e Daniel Schneirt não seja para todos, mas julgo que mesmo os mais cépticos deverão, como se diz na gíria do póquer, pagar para ver.
Por fim, queria realçar o excelente desempenho do elenco, com destaque para Michelle Yeoh e Jamie Lee Curtis (irreconhecível), as grandes rivais deste filme.
Fun Fact: para manter o argumento imune a spoilers, a sinopse do filme cinge-se à seguinte frase: uma senhora tenta tratar dos seus impostos.
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