O Pai tem memória... No entanto tem a memória passada presente e a presente passada...
Nada fica na cabeça e a viajem é sempre a mesma.. A de ida... Apenas se aguarda a chegada ao derradeiro apeadeiro. A filha, a querida filha, a cada encontro menos reconhecida é... Mas a vida continua. Tem de continuar, em Paris ou noutro lugar. O amor paterno não se perde, mas ao contrário do que se diz, a loucura pode ser contagiosa. A vida tem de continuar...
Excelentes desempenhos de Anthony Hopkins - vencedor do Oscar para melhor ator - e de Olivia Coleman, neste filme de Florian Zeller sobre a demência na velhice e na dificuldade de lidar com este tipo de doenças. O realizador coloca-nos na perspectiva do idoso demente (Hopkins), algo que nos permite sentir pelo que passa alguém que esta a ficar louco, mas que acha que o mundo inteiro conspira contra si próprio. É um filme sem aparato, mas que não desilude
Curiosamente, o argumento foi primeiramente adaptado ao teatro, tendo inclusivamente sido representada em Portugal em 2017 no Teatro Aberto, onde o papel de Pai foi interpretado por João Perry.
Fun Fact: A dada altura no filme, Anthony (o Pai) refere que nasceu no dia 31 de Dezembro de 1937, que na realidade é a data de nascimento de Anthony Hopkins (sim, o nome da personagem também é Anthony). O realizador justificou que apenas Anthony Hopkins poderia desempenhar este papel, tendo ficado radiante quando o veterano actor aceitou participar no filme.
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