Gula | Avareza | Luxúria | Ira | Inveja | Preguiça | Vaidade – Eis os sete pecados mortais desenvolvidos pela igreja com intuito de educar crentes, como forma de potenciar o controlo de instintos básicos e, assim, facilitar o cumprimento dos 10 mandamentos. Em 1995, David Fincher apresentou-nos os sete pecados mortais em formato de policial. Um crime hediondo, uma mensagem enigmática a dizer “Gula”, uma espécie de dupla de detetives e o mote está dado. A partir daqui começa o jogo do gato e do rato entre polícia e assassino. Um jogo pautado por sequências e imagens bastante pesadas para as pessoas mais sensíveis. Não vou adiantar mais pormenores da história para não estragar a experiência de visionamento a quem ainda não o viu.
Quanto à dupla de detetives é um clichê ao jeito de Arma Mortífera - detetive afro-americano, experiente e quase a ir para a reforma vs. detetive caucasiano, novato e acabado de chegar a uma nova delegacia. Todavia, à medida que a narrativa avança, sente-se uma química crescente entre Somerset e Mills, papéis desempenhados de forma magnífica por Morgan Freeman e Brad Pitt.
Se7en é um thriller sombrio passado numa Nova Iorque escura, com crimes macabros, mas onde o suspense permanece até ao último suspiro na tela. É também uma reflexão sobre a sociedade e um retrato de uma Nova Iorque do início dos anos 90. E por fim, é sem dúvida um dos melhores filmes de Fincher e talvez aquele que lhe relançou a carreira.
Fun Fact: Brad Pitt comprou as gravatas que usou no filme. Pretedia que Mills passasse uma imagem de falta de bom gosto.



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