D de doentio, D de Dark, D de Donnie Darko. A barreira entre o pesadelo e a realidade não existe na cabeça de Donnie, um rapaz que aparentemente sofre de esquizofrenia e que, aos poucos, começa a ter interações com um enigmático coelho gigante de nome Frank. Em casa e na escola tem comportamentos problemáticos, agravados por um discurso sem filtros e por resvalar muitas vezes para reflexões filosóficas desconfortáveis. A determinada altura têm lugar alguns eventos que parecem sobrenaturais, ficando a pairar a dúvida se estamos perante a realidade ou a deambular na cabeça perturbada de Donnie.
Donnie Darko dirigido e escrito por Richard Kelly, realizador que apenas alcançou algum sucesso com este títuilo, não é um filme de digestão fácil. O desconforto é constante, sendo personificado magistralmente por Jake Gyllenhall. Algo que adensa a curiosidade pelo desfecho da história, é o anúncio prévido de que o mundo vai acabar 28 dias depois. Tal facto faz o espectador navegar atentamente na narrativa até à revelação final, que pode ser mais confusa do que esclarecedora.
Um bom filme, onde idenfico uma tentativa de retratar a mente de um qualquer jovem/adolescente - irreverente, impertinente, insegura e a descobrir paixões.
No elenco, além de Jake encontramos a sua irmã, Maggie Gyllenhall, cujo papel é exatamente o de irmã de Darko. E num papel, super secundário Seth Rogen, ainda numa altura em que a sua cara parecia dominada pelo acne.
Fun Fact: Em várias cenas, Jake Gyllenhall evita piscar os olhos para ampliar a dimensão psicótica da sua personagem.

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