quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Advento 2021 - Love Actually (2003) - 26/27

O Natal é tão confortável e aconchegante porque é feito de clichês. Sabemos que vamos encontrar na mesa o bom velho bacalhau, filhós e bolo rei (já estou naquela idade de transição em que se começa a gostar de bolo rei, até a fruta cristalizada marcha). Reencontramos familiares e amigos, alguns que só vemos nesta data. E na televisão passam sempre os mesmos filmes, Sozinho em Casa, o Shreck ou até mesmo o Amor Acontece.


O Amor Acontece faz parte daquele grupo de filmes cuja ação se passa no Natal, tipicamente com uma narrativa romântica fraquita, em que tudo acabava bem, após a travessia de um mar de coincidências sem fim. Estes filmes são os ideias para o Natal, pois não requerem muita destreza mental para acompanhar a história e bem sabemos que nestes dias há muitas distrações – a canalha a fazer barulho em casa, um copito a mais…

Dentro deste grupo de filmes, resolvi escolher o Amor Acontece por ser dos mais conhecidos deste género e, claro, por contar com uma participação tuga, carago! (carago, não, carago). Refiro-me a Lúcia Moniz, o par romântico de Colin Firth. Lúcia Moniz faz o papel de uma portuguesa - Aurélia -  que se apaixona por um escritor Inglês. A Aurélia não sabe falar Inglês e os dois comunicam essencialmente por gestos, mas a chama lá se acende. A dada altura do filme aparece a família e os amigos portugueses de Aurélia e é interessante constatar que em 2003, o mundo (ou pelo menos o realizador e argumentista Richard Curtis) ainda achava que todos os portugueses tinham bigode (homens e mulheres).

Fun Fact:  Kris Marshall devolveu o seu salário pela cena em que três raparigas americanas o despem. Afirmou que se divertiu tanto com os 21 takes, que se sentiu no dever de fazer a cena de graça. (ai o maroto…)


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