O Natal é tão confortável e aconchegante
porque é feito de clichês. Sabemos que vamos encontrar na mesa o bom velho bacalhau,
filhós e bolo rei (já estou naquela idade de transição em que se começa a
gostar de bolo rei, até a fruta cristalizada marcha). Reencontramos familiares
e amigos, alguns que só vemos nesta data. E na televisão passam sempre os
mesmos filmes, Sozinho em Casa, o Shreck ou até mesmo o Amor Acontece.
O Amor Acontece faz parte daquele
grupo de filmes cuja ação se passa no Natal, tipicamente com uma narrativa romântica
fraquita, em que tudo acabava bem, após a travessia de um mar de coincidências
sem fim. Estes filmes são os ideias para o Natal, pois não requerem muita
destreza mental para acompanhar a história e bem sabemos que nestes dias há muitas
distrações – a canalha a fazer barulho em casa, um copito a mais…
Dentro deste grupo de filmes,
resolvi escolher o Amor Acontece por ser dos mais conhecidos deste género e, claro, por contar
com uma participação tuga, carago! (carago, não, carago). Refiro-me a Lúcia Moniz,
o par romântico de Colin Firth. Lúcia Moniz faz o papel de uma portuguesa -
Aurélia - que se apaixona por um escritor
Inglês. A Aurélia não sabe falar Inglês e os dois comunicam essencialmente por
gestos, mas a chama lá se acende. A dada altura do filme aparece a família e os
amigos portugueses de Aurélia e é interessante constatar que em 2003, o mundo
(ou pelo menos o realizador e argumentista Richard Curtis) ainda achava que
todos os portugueses tinham bigode (homens e mulheres).
Fun Fact: Kris Marshall devolveu o seu salário pela
cena em que três raparigas americanas o despem. Afirmou que se divertiu tanto
com os 21 takes, que se sentiu no dever de fazer a cena de graça. (ai o maroto…)


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