Era
uma vez na América… a derradeira obra de Sergio Leone, realizador que dispensa
apresentações, centra-se na história de quatro amigos judeus, parceiros inseparáveis,
principalmente no crime. São eles: Noodles, Max, Patsy e Cockeye.
A
ação, apresentada através de trechos não sequencias, passa-se em três épocas
distintas - 1910, 1933 e 1967. E permite acompanhar a vida das personagens nas
suas várias fases: i) a idade da inocência, da criação dos laços de amizade,
das brincadeiras, dos primeiros amores e da iniciação no mundo do crime; ii) a
idade do vigor, dos testes à amizade, das tensões amorosas e das grandes golpadas
e iii) a idade da memória, a única que coisa que resta, laivos do que uma vez
foram e sombras do que podiam ter sido. Há que louvar de forma transversal, a
performance dos atores, quer os que desempenham os papéis dos miúdos, quer os
que fazem de graúdos, emprestando os tons certos em cada momento. Então Robert
De Niro como Noodels e James Woods como Max – as duas personagens centrais -
são fenomenais.
Esta
obra, com uma excelente fotografia (icónica a imagem acima), tem como pano de
fundo Nova Iorque - cidade que assume quase um papel de uma personagem, uma vez
que também se transforma e evolui como um ser vivo, como os
protagonistas da história.
Nota
final para a banda sonora de (g)Ennio Moriconne, o parceiro de sempre de Leone,
dá a este filme o embrulho perfeito, com uma série de músicas que envolvem
emocionalmente o espectador com as personagens. Sempre que ouço esta banda
sonora, fico a assobiá-la durante dias e às vezes noites (julgo já a ter ressonado...).
Fun Fact: Este filme foi um fracasso de bilheteira, tendo obtido uma receita de apenas $5m vs. um orçament de $30m.

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