Frederick Manion (Ben Gazzara), um soldado americano que
lutou na guerra da Coreia, é acusado de ter assassinado Barney Quill,
após este ter violado a sua mulher, Laura Manion (Lee Remick). A acusação do ministério
público (destaque para George C. Scott) culpa Manion de assassinato a sangue
frio e põe em causa a tese da violação. Essa tese baseia-se por um lado na beleza
de Laura e por outro no seu comportamento potencialmente promíscuo com outros
homens. O advogado de defesa, Paul Biegler (James Stwart), aceita o caso, seguindo a premissa que as acções de Manion se podem ter ficado a dever a um momento
de insanidade momentânea. Será esse o suporte do apelo à absolvição.
O palco de batalha será o tribunal. Acusação e defesa usarão todo o
argumentário à sua disposição para convencer o júri da inocência ou culpa de
Sr. Manion.
O que torna diferente este filme de Otto Preminger em relação a outros filmes de julgamentos e disputa entre advogados é o facto de serem apresentado ao espectador não só os dois lados da história, mas também os detalhes formais que envolvem um processo/julgamento. Desde a relevância da chamada telefónica do acusado, passando pelo utilização de peritos como psiquiatras para atestar a condição do réu, para não falar da importância da escolha do juiz e, por fim, a forma como se apresenta a versão dos factos ao júri. Todos os aspectos contam e um passo em falso poderá virar o jogo a favor de qualquer um dos lados. Gostei bastante do realismo da exposição do processo e a credibilidade que os actores deram às personagens.
Fun Fact: Este filme foi polémico à data, muito
devido ao uso de expressões como "bitch", "contraceptive",
"panties", "penetration", "rape",
"slut" and "sperm". O pai de James Stewart ficou tão ofendido
que chegou a adjetivar a obra de suja, apelando à sua não visualização.
Dark Fun Fact: James Stewart e Lee Remick faleceram em anos diferentes, mas no mesmo dia. Curiosamente é também o dia do meu aniversário, 2 de Julho.
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