O Agente Secreto (2025)
Pelo segundo ano consecutivo, o
cinema brasileiro apresenta um filme com tração suficiente para ter um bom
desempenho na época de prémios. No ano passado foi Ainda Estou Aqui, de
Walter Moreira Salles Jr.; desta feita, o filme é O Agente Secreto (*)
de Kleber Mendonça.
É daqueles filmes que deve — e merece — ser visto no cinema para se aproveitar
a viagem, sem distrações. Destaco a caracterização do Brasil dos anos 70, que é
sublime. Nota-se um extremo cuidado em compor cada elemento cénico: objetos
simples, automóveis, música, vestuário das personagens, etc. As próprias
personagens parecem transportar a missão de representar a sociedade da altura.
São um pouco caricaturais, o que ajuda a perceber o exato papel de cada uma na
história. Existem as pessoas comuns, os ativistas, os polícias e políticos
corruptos, etc.
Wagner Moura é um “tropa de elite” da representação: nunca vai mal e, com este desempenho, “arrisca-se” a ser nomeado para o Oscar de melhor ator.
(*) Na sessão de cinema a que
fui, as duas miúdas que estavam no banco à minha frente vieram claramente ao
engano. Devem ter pensado que Agente Secreto seria um filme de ação e
não um filme em que é necessário estar atento, sendo impossível acompanhar a
narrativa ao mesmo tempo que se olha para o telemóvel. Obviamente, saíram da
sala muito antes de o filme terminar. Gen Z…
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