Clube dos Poetas Mortos (1989)
Oh Captain! My Captain! O Clube dos Poetas Mortos
é daqueles filmes que têm o condão de nos fazer meditar sobre a vida.
A história centra-se num grupo de jovens estudantes do
liceu, numa das escolas mais exigentes dos EUA, a Academia Welton (apelidada
pelos alunos de Hellton). Esta academia é uma verdadeira máquina de
formatar executivos, mais do que uma instituição dedicada a formar homens de
pensamento livre. Para além da escola, os próprios pais exercem uma tremenda
pressão sobre os filhos, exigindo que se concentrem nos estudos e evitem
quaisquer distrações.
A chegada do novo professor de Inglês, Keating (Robin
Williams), vem abalar este paradigma. Keating não tem um método de ensino
convencional, desafiando os alunos a pensar de forma livre, a sair da zona de
conforto, a seguir o mote Carpe Diem (aproveitar o dia) e, no fundo, a
procurar o seu verdadeiro eu. Incentivados pelo professor, alguns alunos
ressuscitam o Clube dos Poetas Mortos, uma espécie de seita benigna dedicada à
criação e celebração da poesia.
Apesar da empatia evidente entre alunos e professor, a
escola e a comunidade não estão preparadas para este tipo de abordagem
pedagógica. Mais cedo ou mais tarde, os dois universos acabam por colidir — e
de forma dramática.
Vale sempre a pena revisitar este filme, nem que seja para
sentir alguma nostalgia dos tempos de liceu e de faculdade: das amizades que se
criam e duram para a vida, dos sonhos que tínhamos — a maior parte deles não
concretizados.
Termino com um merecido destaque para Robin Williams, numa
das performances mais inspiradas da sua carreira, contracenando com atores
então debutantes ou quase debutantes, nomeadamente Ethan Hawke e Robert Sean
Leonard (*), que no filme interpretam alunos.
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