The Bucket List (2007)
Rob Reiner, falecido recentemente, ganhou fama como ator na
série All in the Family (anos 70). No entanto, nas décadas seguintes
viria a destacar-se sobretudo como realizador, construindo uma carreira notável
com um conjunto de filmes bem-sucedidos em vários géneros — drama, comédia,
terror, entre outros. Eis alguns dos títulos mais marcantes da sua filmografia:
- This
Is Spinal Tap (1984)
- The
Sure Thing (1985)
- Stand
by Me (1986)
- The
Princess Bride (1987)
- Misery
(1990)
- A
Few Good Men (1992)
- Ghosts
of Mississippi (1996)
A partir de meados dos anos 90, a sua carreira deixou de ser
tão pujante. Ainda assim, gostaria de sugerir um filme de 2007: The Bucket
List.
A temática central do filme é a morte, mas abordada de forma
descontraída e cómica, sem deixar de lado um certo dramatismo — um verdadeiro feel-good
movie com um travo melancólico. Rob Reiner contou com dois atores que
dispensam apresentações: Jack Nicholson e Morgan Freeman, que interpretam dois
doentes terminais com cancro. Ao conhecerem-se na fase final das suas vidas,
desenvolvem uma amizade improvável e passam a discutir — e a viver — a melhor
forma de aproveitar os seus derradeiros momentos.
É um filme divertido, com bons diálogos, que vale claramente
a pena ver.
A morte é algo que me assusta, não tanto pelo facto de poder
ser dolorosa ou não, mas sobretudo por não saber o que acontece a seguir. Na
minha ótica, depois de morrermos, existem três hipóteses:
- Não
se passa mais nada: voltamos a ser pó. As nossas memórias, a alma e os
sentimentos perdem-se para sempre.
- Vamos
para um sítio pior: uma espécie de inferno, para junto do nosso amigo
Lúcifer, a brincar um pouco com o fogo.
- Vamos
para um sítio melhor: algo semelhante a um céu com nuvens de algodão-doce
e cascatas de chocolate.
Enfim, grandes mentes debruçaram-se — e continuam a
debruçar-se — sobre este tema todos os dias, e nenhuma conseguiu dar uma
resposta universalmente aceite. Obviamente, não serei eu a dá-la. Mas fica a
grande questão no ar: depois de morrer, morremos?
Sem comentários:
Enviar um comentário