segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Advento 2020 - 7/25 - Pulp Fiction (1994)

No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes. 


Pulp Fiction (1994)

Após alguns comentários a posts anteriores, contendo sugestões para incluir um filme de Quentin Tarantino, resolvi escolher 0 título do autor que mais me marcou: Pulp Fiction. Basicamente, porque, ainda na adolescência, foi o primeiro contacto que tive com a obra do realizador, numa sessão obscura da RTP2 e apesar de não estar preparado para violência, lembro-me de ter ficado maravilhado com o filme. Era algo completamente diferente do que tinha visto até então, nomeadamente ao nível de diálogos e estética.

Pulp Fiction traduzido à letra é ficção de polpa, e neste caso de tomate, tendo em conta os litros de "sangue" que são jorrados durante o filme.



Resumidamente, o argumento desenvolve-se através de um esquema de tramas paralelas que, à medida que o enredo vai avançando, começam a convergir e a interceptar-se. Assim, podemos dividir o filme em 4 histórias:

O assalto a uma da lanchonete levado a cabo por Pumpkin (Tim Roth) e Honney Bunny (Amanda Plummer) - claramente inexperientes na arte do crime.


A saga de Vicent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) na procura de uma misteriosa mala para um mafioso, Marsellus Wallace (Ving Rhames) - são os man in black de serviço. Atualmente, tendo em conta a quantidade de memes com estas duas personagens, podemos dizer que são verdadeiramente memeráveis. Quem viu o filme não esquece as citações proferidas por Winnfield sempre que vai executar alguém. Ezequiel 25:19, consulte uma bíblia perto de si para saber.


O romance entre Mia (Uma Thurman) e Vincent Vega (tem mesmo nome de personagem de Street Fighter) que protagonizam uma das mais icónicas cenas de dança da história do cinema. Curiosamente, Uma Thurman não gostava muito da música escolhida para a cena, Never Tell de Chuck Berry. No entanto, Tarantino convenceu-a que era absolutamente perfeita. Ficou para a posteridade uma dança que tem tanto de maluca como de cativante. 



combate  de Butch (Bruce Willis), veterano lutador de boxe, que acorda com Wallace  (0 mafioso) um esquema para perder de propósito, obtendo assim grandes ganhos com as apostas - Butch tem como companheira a doce e inocente Fabienne, papel interpretado por Maria de Medeiros, irmã da presidente da câmara de Almada, Inês de Medeiros e filha do maestro José Vitorino de Almeida (momento passadeira vermelha). 


Na minha opinião, é o melhor filme de Tarantino e um dos meus filmes preferidos. Desde a qualidade do argumento, aos diálogos, que através do recurso ao storytelling, dão uma sensação de naturalidade à narrativa. Sem esquecer o elenco, que se adapta na perfeição às personagens e por fim, a quantidade de cenas estonteantes, algumas delas permanecerão na memória da cultura popular por muito tempo. 

Um pouco como Reservoir Dogs, este filme foi uma pechincha. Custou cerca de $8 milhões e teve um lucro de bilheteira de aproximadamente $200 milhões.

Fun Fact: A palavra Fuck é proferida 65 vezes.


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