No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
A vida são dois dias e o Natal este ano são três, devido ao fim-de semana prolongado. Logo em pandemia e numa altura em que nem sequer os tios chatos aparecem, nada melhor do que aproveitar o tempo vago para ver (ou rever) uma sagazita, enquanto enfia filhós no bucho como se fosse hibernar. Assim, o destaque de hoje vai para o Regresso do Rei e a saga The Lord of Rings.
Realizado
por Peter Jackson e baseado na obra literária de J. R. R. Tolkien, The Return
of The King é o terceiro e último capítulo da trilogia The Lord of The
Rings. Com a conquista do Oscar para melhor filme, este título marca a
consagração da saga, depois de The Fellowship of The Ring e The Two Towers
terem também estado nomeados para a categoria mais importante dos
prémios da Academia, em 2002 e 2003 respectivamente.
A narrativa do Regresso do Rei segue
a jornada de dois Hobbits (seres anões, mas com uns pés enormes e peludos),
Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin), a caminho de Mordor com objectivo de
destruir o anel (the One Ring). Os dois pequenos Hobbits, entre tantos perigos,
estão entregues à sua sorte e ao seu guia, o repugnante Gollum/Smeágol (na
altura a animação de Gollum foi considerada revolucionária). Gollum já possuiu
o anel e vive num dilema interior, entre querer ajudar os dois pequenos Hobbits
e recuperar o anel para si (o seu precious).
Paralelamente, decorre a acção em Isengard, onde Galdalf (Ian McKellen), Aragorn (Viggo Mortensen), Legolas (Orlando Bloom), Gimli (John Rhys-Davies) e o Rei Rohan (Miranda Otto) encontram Merry e Pippin, os outros dois hobbits que participam nesta aventura. E a partir deste ponto, a luta entre o bem e o mal segue o seu percurso com os volte-faces habituais deste tipo de histórias.
Quando se estreou, a trilogia The Lord of Rings apresentou-se como revolucionária ao nível dos efeitos especiais, sendo inegável o seu contributo para o desenvolvimento de novas formas de usar tecnologia no cinema. No entanto, esta saga é muito mais do que um primor técnico. É uma adaptação extraordinariamente bem conseguida das palpitantes aventuras, meio mediavais, meio místicas, criadas por Tolkien. Não é uma simples história do Bem contra o Mal. É uma história de fortes que se tornam fracos, de fracos que se tornam fortes, de fracos que são fortes e de fortes que são fracos. É uma saga intemporal, ideal para ver de empreitada na altura do natal (até rimei, acho que vou pôr num manjerirco).
Destaque final para o elenco, é mesmo uma enorme constelação de estrelas, cujas performances não têm mácula. Além de todos os nomes mencionados anteriormente, não esquecer ainda a presença de outros vultos do cinema, nomeadamente, Christopher Lee como Sauroman, Hugo Weaving como Elrond ou Cate Blanchett como Galadriel. Até entra o Ned Stark...(caso não tenha visto Game of Thrones, ignore esta piada).
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