No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.
12 Anos Escravo (2013)
O dia 2 de Dezembro é o Dia Internacional da Abolição da Escravatura, uma data importante para reconhecer certas atrocidades que a humanidade fez no passado e que, esperemos, não volte a reproduzir. Para louvar os progressos que existiram nos últimos séculos, ao nível da extinção legal da escravatura na maior parte dos países. Mas ao mesmo tempo para recordar que, apesar de proibida, ainda subsistem certas formas de escravatura, tais como: trabalhos forçados, tráfico de mulheres e crianças, prostituição infantil, casamentos coagidos, etc. Dos muitos filmes que existem sobre a temática, resolvi escolher 12 Anos Escravo.
Baseado numa história verídica, 12 Anos Escravo conta-nos a história de Solomon Northup (Chiwetel Elijofor), um homem negro, mas livre, que, no entanto, é capturado por dois marginais e escravizado durante 12 anos numa plantação de algodão no Louisiana. Perde tudo, mas mantem esperança de ser livre, algo que alimenta a sua perseverança e, simultaneamente, lhe permite manter a dignidade mesmo quando alvo das maiores atrocidades.
Este filme é um melting pot de emoções, coexistindo durante 2h14min momentos de amor e ódio, sadismo e compaixão, desespero e esperança, dor e liberdade. Felizmente não sabemos o que é ser 12 minutos escravo, quanto mais 12 anos ou uma vida inteira, mas devemos manter na memória que: ninguém é de ninguém.
Steve McQueen fez história com esta obra, tornando-se, merecidamente na minha opinião, no primeiro realizador negro a ganhar um Oscar para melhor filme. Nota final para o elenco de suporte do filme, entre outros, Lupita Nyong’o e Michael Fassbender são magistrais.
Fun Fact: No filme, Solomon Northup é adquirido por Ford por 1.000$, o que aplicando os coeficientes de inflação, daria nos dias de hoje cerca de 28.000$.

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