quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Advento 2020 - 10/25 - Green Mile (1999)

No confina-confina e volta a confinar, resolvi fazer um género de calendário de advento com algumas sugestões cinematográficas até ao dia natal. A ideia é simples: 25 dias, 25 filmes.  

The Green Mile (1999)

Se fosse vivo, Michael Clark Duncan faria hoje 63 anos. E perguntam vocês, quem? Um actor que se destacava essencialmente pelo seu tamanho, mas que, apesar de uma curta carreira (começou tarde e morreu cedo), teve participações marcantes em alguns filmes, principalmente no fim da década de 90 e na primeira dos anos 2000, como por exemplo em Armaggedon, Planet of the Apes e Sin City. Como tinha uma imponente voz grave, também fez algumas dobragens de filmes de animação, sendo a participação no Panda do Kung Fu a mais relevante. Antes de se tornar actor, Michael foi segurança de actores famosos, como Martin Lawrence e Will Smith, o que lhe deu acesso a pequenos papéis no início carreira.

Todavia, o papel mais relevante da sua filmografia é John Coffey em The Green Mile (PT: À espera de um milagre). Graças à sua performance foi nomeado para os globos de ouro e para os Oscares, algo que não sonharia uns anos antes.


The Green Mile é uma obra de Frank Darabont, cujo guião é uma adaptação de um romance de Stephen King. Nesta história passada no Louisiana durante a grande depressão, John Coffey é um afro-americano condenado à morte, por alegadamente ter violado e assassinado duas raparigas. Na prisão e enquanto aguarda no “corredor da morte”, impressiona os guardas pela sua presença mastodôntica, pela sua simpatia e, aos poucos, pela aparente capacidade para realizar milagres. 

Um dos guardas que se torna seu amigo é Paul Edgecomb (Tom Hanks), ele próprio alvo de um milagre quando Coffey, apenas com recurso às suas mãos, o cura de um cancro da próstata. (é de um Coffey destes que o SNS precisa). Como um homem tão bom pode ter praticado crimes tão hediondos? ainda por cima afirma ser inocente... Com esta dúvida na cabeça, Paul inicia uma investigação com o objetivo de apurar os factos reais e, quem sabe, salvar o bom Jonh Coffey da cadeira elétrica. 

É um filme com uma enorme carga emocional e que pode mexer com os sentimentos e ideias de quem o vê. A mim, além de me pôr a chorar baba e ranho (chorar ranho?), pôs-me  refletir no quão desumano e contranatura é a pena de morte. 

Fun Fact: Foram usados 15 ratos durante as filmagens, devidamente treinados durante meses para atuarem da forma pretendida.

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